terça-feira, 13 de julho de 2010

Pessoas que precisam de você





O mundo inteiro está cheio de pessoas.
Há pessoas caladas
Que precisam de alguém para conversar.
Há pessoas tristes
Que precisam de alguém que as conforte.
Há pessoas tímidas
Que precisam de alguém que as ajude vencer a timidez.
Há pessoas sozinhas
Que precisam de alguém para brincar.
Há pessoas com medo
Que precisam de alguém para lhes dar a mão.
Há pessoas fortes
Que precisam de alguém que as faça pensar na melhor maneira de usar a força.
Há pessoas habilidosas
Que precisam de alguém para ajudar a descobrir a melhor maneira de usar a habilidade.
Há pessoas que julgam
Que não sabem fazer nada e precisam de alguém.
Que as ajude a descobrir o quanto sabem fazer.
Há pessoas apressadas
Que precisam de alguém para mostrar a elas tudo o que não têm tempo para ver.
Há pessoas impulsivas
Que precisam de alguém que as ajude a não magoar os outros.
Há pessoas que se sentem de fora e precisam de alguém que mostre para elas o caminho de entrada.
Há pessoas que dizem
Que não servem para nada e precisam de alguém que as ajude a descobrir como são importantes.
Precisam de alguém...
Talvez de você...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

DE CORAÇÃO,EU DESEJO TUDO ISTO,
ÀS PESSOAS BOAS,QUE JA PASSARAM PELA MINHA VIDA.



Desejo a você...

Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena,serena,
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel...
E muito carinho meu".



Carlos Drummond de Andrade
Escrever, para mim, ultimamente, deixou de ser um ato lúdico para ser um exercício de dor.
Ainda percebo algum lirismo em minha prosa e meu verso, mas ele vem sangrando, ele se desgarra das feridas abertas e espalha-se por todo o texto.
Escrever é dor, é dor... é dor... é dor...

Porque eu mesmo não sou eu.
Sou um mutante, sou um diferente, sou um ausente de mim mesmo, eu me esqueci dentro do espaço inconsciente que fica entre a razão e a loucura.
Minha sensibilidade se solidificou dentro de um coração empedernido em um peito cheio de ressentimentos, ela foi esquecida e sua poeira se junta em dois generosos dedos por sobre minha consciência.
Nada me acalenta, nada me apascenta, nada me tranqüiliza, sou o ultimo brilho do estopim aceso, sou o barril de pólvora pronto para explodir, eu sou o brilho no olhar da fera, eu sou o ultimo suspiro de esperança, sou ninguém e nada ao mesmo tempo agora, sou a revolução estúpida e todas as revoltas tolas, sou o beijo que quis ser dado e ficou prisioneiro dentro de um desejo que não se concluiu.
Meus maiores pecados não foram os cometidos, e sim aqueles que ficaram esquecidos dentro de uma vontade covarde.
Eu me perdi, sou um quase qualquer coisa feito de nobres matérias primas de idiotices.
Vêem os sorrisos, eu não estou entre eles.
Vêem as lágrimas, também não estou entre elas.
Minha dor é diferente, é sozinha, é amargurada, uma agonia que se constrói dentro de minha própria inércia, da impossibilidade que me dou de sofrer de verdade, como todos fazem.
Minhas emoções são forjadas pela minha estupidez e burrice.
Até nisso me faço diferente, minha expiação é solitária, minha tristeza tem a robustez de uma clausura ao qual eu próprio me submeti, uma clausura que sufoca minha liberdade e meu desejo real de ser feliz...
Isto, meu maior pecado é não tentar, é não cair pelo caminho, é não tentar ser feliz do jeito que realmente quero, é não sangrar de verdade no altar dessa busca...
Então, como posso escrever o amor e a felicidade....
Se a dor me invade, me flecha por todos os lados de meu corpo?
Não escrevo o amor...
Eu sou a dor...
o amor em mim é apenas um intruso, um passageiro errante, um andarilho, alguém que passa, me olha levemente com uma sugestão adocicada e cheia de possibilidades, e, depois, se vai...
sem deixar nada...
sem levar nada...
Eu vivo dentro desse vazio!
Escrever para mim tem sido um delirante exercício de dor... De dor... De dor...

domingo, 11 de julho de 2010

DE LEONE PARA LEONE


"Olhe, não fique assim não, vai passar.
Eu sei que dói.
É horrível.
Eu sei que parece que você não vai agüentar, mas agüenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode.
Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar.
(Fernando Pessoa escreveu, num momento parecido:
"hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu")

Dor é assim mesmo, arde, depois passa.
Que bom.
Aliás, a vida é assim: arde, depois passa.
Que pena.
A gente acha que não vai agüentar, mas agüenta:
são as dores da vida.
Pense assim:
agora tá insuportável,
agora você queria abrir o zíper, sair do corpo,
encarnar numa samambaia,
virar um paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada, anestesiada, silenciosa.
Mas agora já passou.
Agora já é dez segundos depois da frase passada.
Sua dor já é dez segundos menor do que duas linhas atrás.
Você acha que não porque esperar a dor passar é como olhar um transatlântico no horizonte estando na praia.
Ele parece parado, mas aí você desvia o olho, toma um picolé, lê uma revista,
dá um pulo no mar e quando vai ver o barco já tá lá longe.
A sua dor agora, essa fogueira na sua barriga,
essa sensação de que pegaram sua traquéia e seu estômago e torceram como uma toalha molhada,
isso tudo - é difícil de acreditar, eu sei -
vai virar só uma memória,
um pequeno ponto negro diluído num imenso mar de memórias.
Levante-se daí, vá tomar um picolé,
ler uma revista,
dar um pulo no mar.
Quando você for ver, passou.
Agora não dá mesmo pra ser feliz.
É impossível.
Mas quem disse que a gente deve ser feliz sempre?
Isso é bobagem.
Como cantou Vinícius:
"É melhor viver do que ser feliz".
Porque pra viver de verdade a gente tem que quebrar a cara.
Tem que tentar e não conseguir.
Achar que vai dar e ver que não deu.
Querer muito e não alcançar nada.
Ter e perder.
Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível,
mas que tem que ser dita.
Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível,
que tem que ser ouvida.
A vida é incontornável.
A gente perde,
leva porrada,
é passado pra trás,
cai.
Dói,ai,eu sei como dói.
Mas passa.
Tá vendo a felicidade ali na frente?
Não, você não tá vendo,
porque tem uma montanha de dor na frente.
Continue andando.
Você vai subir,
vai sentir frio lá em cima,
cansaço.
Vai querer desistir,
mas não vai desistir,
porque você é forte
e porque depois do topo a montanha,
começa a diminuir
e o unico jeito de deixá-la pra trás é continuar andando.
Você vai ser feliz.
Tá vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto  agulha?
Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que tô falando a verdade.
Eu não minto.
Vai passar."


Antônio Prata.

sexta-feira, 9 de julho de 2010


Faço parte da vida daqueles que tem  amigos,
pois ter amigos é ser Feliz.
Faço parte da vida daqueles que vivem
cercados por pessoas como você,
pois viver assim é ser Feliz!
Faço parte da vida daqueles
que acreditam que ontem é passado,
amanhã é futuro e hoje é uma dádiva,
por isso chamado presente.
Faço parte da vida
daqueles que acreditam na força do Amor,
que acreditam que para uma história bonita,
não há ponto final.
Eu sou casada sabiam?
Sou casada com
o Tempo.
Ah! O meu marido é lindo!
Ele é responsável pela resolução,
de todos os meus problemas.
Ele reconstrói corações,
ele cura machucados,
ele vence a Tristeza...
Juntos, eu e o Tempo tivemos três filhos:
a Amizade, a Sabedoria, e o Amor.
A Amizade é a filha mais velha.
Uma menina linda, sincera, alegre.
A Amizade brilha como o sol.
A Amizade une pessoas,
pretende nunca ferir,
sempre consolar.
A do meio é a Sabedoria, culta, íntegra,
sempre foi mais apegada ao Pai,
o Tempo.
A Sabedoria e o Tempo andam sempre juntos!
O caçula é o Amor.
Ah! como esse me dá trabalho!
É teimoso, às vezes só quer morar em um lugar...
Eu vivo dizendo:
Amor, você foi feito para morar em dois corações,
não em apenas um.
O Amor é complexo, mas é lindo,
muito lindo!
Quando ele começa a fazer estragos,
eu chamo logo o pai dele,
o Tempo, e aí o Tempo
sai fechando todas as feridas que o Amor abriu!
Uma pessoa muito importante
me ensinou uma coisa: Tudo no final sempre
dá certo, se ainda, não deu,
é porque não chegou o final.
Por isso, acredite sempre na minha família.
Acredite no Tempo, na Amizade,
na Sabedoria e, principalmente no Amor.
Aí, com certeza um dia,
eu, a Felicidade,
baterei à sua porta !!!
Tenha Tempo para os Sonhos.
Eles conduzem sua carruagem
para as Estrelas.!!!

Priscila Camelier de Assis Cardoso).
DE JÉSSICA PARA
MAINHA LEONE





DE TODO AMOR QUE EU TENHO,
METADE, FOI TU QUE ME DEU.
TIRANDO MINHA ALMA DA VIDA,
SORRINDO E FAZENDO O MEU EU;
SE QUERES PARTIR, IR EMBORA,
ME OLHE DE ONDE ESTIVER...
QUE EU VOU LHE MOSTRAR QUE ESTOU PRONTA,
ME COLHA MADURA NO PÉ.
SALVE, SALVE ESSA NEGA,
QUE AXÉ ELA TEM...
TE CARREGO NO COLO E TE DOU MINHA MÃO.
MINHA VIDA, DEPENDE SÓ DO TEU ENCANTO,
SE ELA PODE IR TRANQUILA,
TEU REBANHO ESTÁ PRONTO...
AH! MEU PAI DO CÉU,
LIMPE TUDO AÍ,
VAI CHEGAR A RAINHA, PRECISANDO DORMIR.
QUANDO ELA CHEGAR,
TU ME FAÇA UM FAVOR:
DÊ UM MANTO A ELA,
QUE ELA ME TENHA AONDE EU FOR.
O FARDO PESADO QUE LEVAS,
DISAGUA NA FORÇA DO AMOR,
TEU LAR, É NO REINO DIVINO,
LIMPINHO, CHEIRANDO ALECRIM.
AH MEU PAI DO CÉU,
LIMPE TUDO AÍ,
VAI CHEGAR A RAINHA PRECISANDO DORMIR,
QUANDO ELA CHEGAR TU ME FAÇA UM FAVOR:
DÊ UM MANTO A ELA,
QUE ELA ME TENHA, AONDE EU FOR.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

PARA HANNAH E MINHAS IRMÃS...

Desejo ajudar...



"Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador.
Não é esse o meu ofício.
Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja.
Gostaria de ajudar, se possível, judeus, gentios, negros, brancos...
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros.
Os seres humanos são assim.
Desejamos viver para a felicidade do próximo,
não para seu infortúnio.
Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros?
Neste mundo há espaço para todos.
A terra que é boa e rica,
pode prover a todas as necessidades.
O Caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém, nos extraviamos.
A cobiça envenenou a alma das pessoas...
Levantou no mundo as muralhas do ódio
e tem-nos feito marchar a passo de ganso
para a miséria e a morte.
Criamos a época da velocidade,
mas nos sentimos enclausurados dentro dela.
A máquina que produz abundância,
tem-nos deixado em penúrias.
Nossos conhecimentos fazem-nos céticos;
nossa inteligência em pessoas duras e cruéis.
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que máquinas, precisamos de humanidade.
Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura.
Sem essas feições a vida será de violência
e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximam-nos muito mais.
A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade da pessoa humana,
um apelo à fraternidade universal,
à união de todos nós.
Neste mesmo instante
minha voz...
chega a milhões de pessoas por este mundo afora.
Milhões de desesperados,
homens e mulheres, criancinhas,
vítimas de um sistemas que tortura seres humanos
e encarcera inocentes.
Aos que me podem ouvir, eu digo:
"Não se desesperem!"
A desgraça que tem caído sobre nós não é mais produto da cobiça em agonia,
da amargura de pessoas que temem o avanço do processo humano.
As pessoas que odeiam desaparecerão.
Os ditadores sucumbirão
e o poder que do povo foi roubado há de retornar ao povo.
E assim, enquanto morrem pessoas,
a liberdade nunca perecerá.
Companheiros, não vos entregueis a seres humanos brutais que vos desprezam,
que vos escravizam, que arregimentam as vossas vidas,
que ditam os vossos atos,
as vossas idéias, os vossos sentimentos!
Que vos fazem marchar no mesmo passo,
que vos submetem a uma alimentação regrada,
que vos tratam como um gado humano,
que vos utilizam como carne para canhão!
Não sois máquinas! Pessoas é que sois!
E, com amor da humanidade em vossas almas!
Não odieis!
Só odeiam os que não se fazem amar, os inumanos.
Companheiros, não batalheis pela escravidão!
Lutai pela liberdade!
No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro de vós todos!
Vós, o povo, tendes o poder
- o poder de criar máquinas.
O poder de criar felicidade!
Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela...
e fazê-la uma aventura maravilhosa.
Portanto, em nome da democracia,
usemos deste poder, unamo-nos todos nós.
Lutemos por um mundo novo...
um mundo bom, que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê fruto à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder.
Mas, só mistificam!
Não cumprem o que prometem.
Jamais o cumprirão!
Os ditadores liberam-se,
porém, escravizam o povo.
Lutemos agora para libertar o mundo,
abater as fronteiras nacionais,
dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência.
Lutemos por um mundo de razão,
um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à aventura de todos nós.
Em nome da democracia, unamo-nos.
Hannah, estás me ouvindo?
Onde te encontres, levanta os olhos!
Vês, Hannah?
O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam!
Estamos saindo das trevas para a luz!
Vamos entrando num mundo novo.
Um mundo melhor,
em que as pessoas estarão acima da cobiça,
do ódio e da brutalidade.
Ergue os olhos, Hannah!
A alma das pessoas ganhou asas e afinal começa a voar.
Voar para o arco-íris,
para a luz da esperança.
Ergue os olhos Hannah!
Ergue os olhos!"



Charles Chaplin


Extraído do filme O Grande Ditador