sexta-feira, 16 de julho de 2010



Sorria, embora seu coração esteja doendo
Sorria, mesmo que ele esteja partido
Se ha nuvens no céu
Você sobreviverá...
Se você apenas sorri
Com seu medo e tristeza
Sorria e talvez amanhã
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena se você apenas...
Ilumine sua face com alegria
Esconda todo rastro de tristeza
Embora uma lágrima possa estar tão próxima
Este é o momento que você tem que continuar tentando
Sorria,
pra que serve o choro?
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas...
Se você apenas sorri
Com seu medo e tristeza
Sorria e talvez amanhã
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas Sorrir...
Este é o momento que você tem que continuar tentando
Sorria,
pra que serve o choro
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas Sorrir



Charles Chaplin
OS OLHOS MENTEM...

O dia mente
a cor da noite

E o diamante
a cor dos olhos
Os olhos mentem
dia e noite
a dor da gente"
...
metade de mim agora é assim
de um lado a poesia,
o verbo,
a saudade
do outro
a luta,
a força
e a coragem pra chegar no fim
e o fim é belo,
incerto...
depende de como você vê...



(Fernando Anitelli, da troupe O Teatro Mágico, indicação da Saori)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

APROVEITANDO O ENSEJO..



"Sonhar...
Mais um sonho impossível.
Lutar...
Quando é fácil ceder.
Vencer o inimigo invencível.
Negar...
quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável.
Romper a incabível prisão.
Voar...
num limite improvável
Tocar o inacessível chão.
É minha lei,
é minha questão
Virar esse mundo,
Cravar esse chão.
Não me importa saber,
Se é terrível demais,
Quantas guerras terei que vencer...
Pra ter um pouco de paz.
E amanhã,
se esse chão que eu beijei
For meu leito e meu perdão,
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão.
E assim,
seja lá como for...
Vai ter fim a infinita aflição.
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão"



Chico Buarque
E EU TAMBÉM.
LEONE LACERDA

quarta-feira, 14 de julho de 2010

você sabe amar?

Eu estou aprendendo.

Estou aprendendo
a aceitar as pessoas.
Mesmo quando elas me desapontam.
Quando fogem do ideal
que tenho para elas.
Quando me ferem com
palavras ásperas
ou ações inesperadas.
É difícil aceitar as pessoas
assim como elas são.
Não como eu desejo que
elas sejam.
É difícil, muito difícil,
Mas estou aprendendo...
Estou aprendendo a AMAR.
Estou aprendendo a escutar,
Escutar com os olhos e ouvidos,
Escutar com a alma...
E com todos os sentidos.
Escutar o que diz o coração.
O que dizem os ombros caídos,
os olhos, as mãos irrequietas.
Escutar a mensagem que se
esconde por entre as palavras.
Corriqueiras, superficiais.
Descobrir a angústia, disfarçada,
A insegurança, mascarada,
A solidão encoberta.
Penetrar o sorriso fingido,
A alegria simulada,
a vangloria exagerada.
Descobrir a dor de cada oração.
Aos poucos, estou aprendendo a amar.
Estou aprendendo a perdoar.
Pois o amor perdoa,
lança fora as mágoas,
apaga as cicatrizes
Que a imcompreensão e insensibilidade
gravaram no coração ferido.
O amor não alimenta mágoas
com pensamentos dolorosos.
Não cultiva ofensas com lástimas
e autocomiseração.
O amor perdoa, esquece, extingue
todos os traços de dor no coração.
Passo a passo,
Estou aprendendo a perdoar,
a amar.
Estou aprendendo a descobrir o valor
que se encontra dentro de cada vida,
de todas as vidas.
Valor soterrado pela rejeição,
pela falta de compreensão,
carinho e aceitação,
pelas experiências duras vividas ao longo dos anos.
Estou aprendendo a ver,
nas pessoas a sua alma,
e as possibilidades que Deus lhes deu.
Estou aprendendo,
mas como é lenta a aprendizagem!
Como é difícil amar incondicionalmente...
Todavia,
tropeçando,
errando,
estou aprendendo...
Vamos tentar amar nossos irmãos como
Deus nos ama...



( autor desconhecido).
Obs: caso alguém saiba quem é o autor(a),
avise-me para que possa dar os devidos
créditos.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Pessoas que precisam de você





O mundo inteiro está cheio de pessoas.
Há pessoas caladas
Que precisam de alguém para conversar.
Há pessoas tristes
Que precisam de alguém que as conforte.
Há pessoas tímidas
Que precisam de alguém que as ajude vencer a timidez.
Há pessoas sozinhas
Que precisam de alguém para brincar.
Há pessoas com medo
Que precisam de alguém para lhes dar a mão.
Há pessoas fortes
Que precisam de alguém que as faça pensar na melhor maneira de usar a força.
Há pessoas habilidosas
Que precisam de alguém para ajudar a descobrir a melhor maneira de usar a habilidade.
Há pessoas que julgam
Que não sabem fazer nada e precisam de alguém.
Que as ajude a descobrir o quanto sabem fazer.
Há pessoas apressadas
Que precisam de alguém para mostrar a elas tudo o que não têm tempo para ver.
Há pessoas impulsivas
Que precisam de alguém que as ajude a não magoar os outros.
Há pessoas que se sentem de fora e precisam de alguém que mostre para elas o caminho de entrada.
Há pessoas que dizem
Que não servem para nada e precisam de alguém que as ajude a descobrir como são importantes.
Precisam de alguém...
Talvez de você...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

DE CORAÇÃO,EU DESEJO TUDO ISTO,
ÀS PESSOAS BOAS,QUE JA PASSARAM PELA MINHA VIDA.



Desejo a você...

Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena,serena,
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel...
E muito carinho meu".



Carlos Drummond de Andrade
Escrever, para mim, ultimamente, deixou de ser um ato lúdico para ser um exercício de dor.
Ainda percebo algum lirismo em minha prosa e meu verso, mas ele vem sangrando, ele se desgarra das feridas abertas e espalha-se por todo o texto.
Escrever é dor, é dor... é dor... é dor...

Porque eu mesmo não sou eu.
Sou um mutante, sou um diferente, sou um ausente de mim mesmo, eu me esqueci dentro do espaço inconsciente que fica entre a razão e a loucura.
Minha sensibilidade se solidificou dentro de um coração empedernido em um peito cheio de ressentimentos, ela foi esquecida e sua poeira se junta em dois generosos dedos por sobre minha consciência.
Nada me acalenta, nada me apascenta, nada me tranqüiliza, sou o ultimo brilho do estopim aceso, sou o barril de pólvora pronto para explodir, eu sou o brilho no olhar da fera, eu sou o ultimo suspiro de esperança, sou ninguém e nada ao mesmo tempo agora, sou a revolução estúpida e todas as revoltas tolas, sou o beijo que quis ser dado e ficou prisioneiro dentro de um desejo que não se concluiu.
Meus maiores pecados não foram os cometidos, e sim aqueles que ficaram esquecidos dentro de uma vontade covarde.
Eu me perdi, sou um quase qualquer coisa feito de nobres matérias primas de idiotices.
Vêem os sorrisos, eu não estou entre eles.
Vêem as lágrimas, também não estou entre elas.
Minha dor é diferente, é sozinha, é amargurada, uma agonia que se constrói dentro de minha própria inércia, da impossibilidade que me dou de sofrer de verdade, como todos fazem.
Minhas emoções são forjadas pela minha estupidez e burrice.
Até nisso me faço diferente, minha expiação é solitária, minha tristeza tem a robustez de uma clausura ao qual eu próprio me submeti, uma clausura que sufoca minha liberdade e meu desejo real de ser feliz...
Isto, meu maior pecado é não tentar, é não cair pelo caminho, é não tentar ser feliz do jeito que realmente quero, é não sangrar de verdade no altar dessa busca...
Então, como posso escrever o amor e a felicidade....
Se a dor me invade, me flecha por todos os lados de meu corpo?
Não escrevo o amor...
Eu sou a dor...
o amor em mim é apenas um intruso, um passageiro errante, um andarilho, alguém que passa, me olha levemente com uma sugestão adocicada e cheia de possibilidades, e, depois, se vai...
sem deixar nada...
sem levar nada...
Eu vivo dentro desse vazio!
Escrever para mim tem sido um delirante exercício de dor... De dor... De dor...