quinta-feira, 2 de junho de 2011

AINDA HÁ TEMPO.



Há tempo de rever velhos conceitos que carregamos durante décadas e não nos damos conta de que já estão ultrapassados.
Ainda há tempo de terminarmos aquele curso que interrompemos, por falta de dinheiro ou de paciência ou porque alguém nos disse que não deveríamos fazê-lo.
Ainda há tempo de parar de fumar, de fazer exercício e de aprender a nadar.
Ainda há tempo de olhar para a vida sob outra ótica e melhorarmos a sua qualidade, deixando de lado as preocupações que nos atormentam na hora de dormir.
Ainda há tempo de ensinarmos nosso filho a andar de bicicleta e a jogar xadrez, de contarmos histórias, tempo de escutarmos os mais velhos.
Ainda há tempo de amar, de chorar, gargalhar, de sair na chuva sem culpa por chegar molhado e sem medo do resfriado.
Ainda há tempo de comprar um cachorro, de ouvir Jimmy Hendrix e de tomar um cuba-libre; tempo de sentar na calçada e atravessar a madrugada sem pensar em nada.
Ainda há tempo de escrever um livro, de fazer uma horta e de comer jabuticaba do pé; tempo de cantar no chuveiro e assistir uma ópera.
Ainda há tempo de acreditar em Deus e de entender os judeus; tempo de rezar por um ente querido que se foi, de pedir perdão, de abrir o coração e reconhecer que erramos.
Ainda há tempo de saltar de pára-quedas, de voar de asa-delta, de fazer serenata, de namorar e beijar na boca.
Ainda há tempo para ser poeta, de estudar filosofia e conhecer a Vila Madalena; tempo de ir com a amada comer feijoada e trocar confidências.
Ainda há tempo de comprar uma moto, de fazer rapel ou andar de jipe; tempo de ter dezoito ou noventa anos com saúde e honestidade.
Ainda há tempo de fazer um spaghetti, de abrir um vinho, comer pastel na feira e de encarar uma fila de banco no dia cinco de cada mês.
Ainda há tempo de tomar café no aeroporto de madrugada e de ler a manchete
fresquinha do jornal de domingo.

Ainda há tempo de limpar a gaiola do passarinho, de levar o cachorro pra passear e conversar com seu vizinho.
Ainda há tempo de sair mais cedo do escritório pra jogar boliche ou andar de kart.
Tempo de sair da janela e ir lá embaixo enfrentar o tráfego só pra chegar em casa mais cedo.

Ainda há tempo de dar o real valor a você e à sua vida.
Há tempo de saber que a vida é como uma roda em movimento ladeira abaixo. Se parar, ela irá cair; se não for dirigida ou contida, irá destruir quem encontrar em seu caminho.
Portanto o ainda não existe, tudo depende de nós e sempre haverá um tempo para a vida.

Autor: Nelson Sganzerla

segunda-feira, 23 de maio de 2011



 


SILÊNCIO É MISERICÓRDIA

Quando você não revela aos outros a falta de seus irmãos.
Quando você prontamente perdoa sem remexer o passado.
Quando você não julga, mas ora em seu coração.

SILÊNCIO É PACIÊNCIA

Quando você aceita sofrimentos sem reclamar, alegremente.
Quando você não procura consolações humanas.
Quando você não se torna muito excitado, mas espera,
 com paciência que a semente germine.

SILÊNCIO É HUMILDADE

Quando não há competição.
Quando você considera a outra pessoa melhor do que você.
Quando deixa seu irmão brotar, crescer e amadurecer.
Quando você, alegremente, abandona tudo no Senhor,
quando as suas ações podem ser mal interpretadas.
Quando você deixa para outros a glória da recompensa.

SILÊNCIO É FÉ.
Quando você guarda silêncio porque sabe que o Senhor agirá.
Quando você renuncia a voz do mundo para manter-se
na Presença do Senhor.
 
SILÊNCIO É MANSIDÃO

Quando você não defende a si mesmo contra ofensas.
Quando você não clama por seus direitos
Quando você deixa Deus defendê-lo.

(Madre Teresa de Calcutá)




domingo, 22 de maio de 2011

É PRECISO NÃO ESQUECER NADA


É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.

É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.

Borboleta
O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.

O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.

O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.


Cecília Meireles

quarta-feira, 18 de maio de 2011

PARECE...(???) QUE EU SOU CHIQUE!!!

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas, como nos dias de hoje. 
A verdade é que ninguém é chique por decreto.                                E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.                                                                   Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. 
Muito mais que um belo carro italiano.                                             O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.                            Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.
Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.
Chique mesmo é parar na faixa e dar passagem ao pedestre e evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.                                                                       É lembrar do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.                                                                                        É "desligar o radar" quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção à sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!                                                  No entanto, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar, na mesma forma de energia.                                                                                  Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem. Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz!


Autor desconhecido

quarta-feira, 11 de maio de 2011

PARA O MEU GRANDE AMIGO H.T.P.


Pai Nosso que estais no céu,
na terra, em todos os mundos espirituais.

Santificado e Bendito seja sempre o Vosso Nome,

mesmo quando a dor e a desilusão ferirem nosso coração.
Bendito Sejas.

O pão nosso de cada dia, dai-nos hoje.

Pai, dai-nos o pão que
revigora as forças físicas,
mas dai-nos também o pão para o espírito.

Perdoai as nossas ofensas,

mas ensinai-nos antes a merecer o Vosso perdão,
perdoando aqueles que tripudiam sobre nossas dores,
espezinham nossos corações e destroem nossas ilusões.
Que possamos perdoá-los,
não com os lábios e sim com o coração.
Afastai de nosso caminho todo
sentimento contrário a caridade.

Que este Pai Nosso seja dadivoso

para todos aqueles que sofrem como
espíritos encarnados ou desencarnados.

Que uma partícula deste Pai Nosso

vá até os cárceres onde alguns sofrem merecidamente,
mas outros pelo erro judiciário.
Que vá até os hospícios iluminando os cérebros conturbados que ali se encontram.
Que vá até os hospitais, onde muitos choram
e sofrem sem o consolo da palavra amiga.
Que vá a todos aqueles que neste momento
transpõem o pórtico da vida terrena para a espiritual, para que tenham um guia e o Vosso perdão.
Que este Pai Nosso vá até os lupanaranes
e erga as pobres e infelizes criaturas
que para ali foram tangidas pela fome,
dando-lhes apoio e fé.
Que vá até o seio da Terra onde o mineiro
está exposto ao fogo do grizu e que ele,
findo o dia, possa voltar ao seio de sua família.
Que este Pai Nosso vá até os dirigentes das nações
para que evitem a guerra e cultivem a paz.

Tende piedade dos órfãos e viúvas.

Daqueles que até esta hora não
tiveram uma côdea de pão.

Tende compaixão dos navegadores dos ares.

Dos que lutam com os vendavais no meio do mar bravio.

Tende piedade da mulher que abre os olhos do ser à vida.


E que a Paz e a Harmonia do Bem fiquem entre nós

e estejam com todos.

Assim seja.


Um Ser de Luz
 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

NÃO TARDA, ESPERANÇA!





Não tarda, esperança! Que os olhos de muitos precisam ver a alvorada com todo o esplendor das tuas cores. 
Não te demores tanto, pois tantas almas anseiam pelas tuas carícias para sararem suas feridas.
Tantos te procuram em cada sol poente, em cada piscar de uma estrela, nos caminhos de sol e não te encontram.                        Onde estás? Em quais mares mergulhastes, em qual pedaço do ventre da terra te enterrastes.                                                          Por que te escondes de tantos corações infelizes, sofridos, agonizantes?                                                                                       Olha as calçadas frias, onde corpos miseráveis, desnudos de homens e crianças suplicam pela piedade pública.   

Coloca nessas mãos que mendigam uma gota da tua cor, da tua luz. Pais e mães indigentes com suas almas nuas pedem por seus filhos doentes, famintos, de peles sem viço, para tantos braços e pernas que passam acelerados e não vêem qualquer sinal que possa sair das tuas entranhas invisíveis.                                                    Apressa-te, esperança, vem nos ventos gelados das madrugadas aquecer o espírito dessa gente que o mundo esqueceu, que a vida sabotou. 
 Olha, essa caravana de dores, esse cortejo de infortúnios que desfilam melancolicamente seus dramas rotineiros, que te buscam em cada esquina, em cada porta que batem, que abrem e se fecham, em cada oração em que sussurram e não vêem os contornos do teu vulto.                                

 
Mostra a plumagem colorida das tuas asas, que imaginamos gigantescas, e resguarda das chuvas fortes a vergonhosa e dolorida nudez desses corpos gementes de dor.  

Estanca, esperança, com o alvo algodão do teu ventre, o sangrar desses corações cortados pela revolta que nasce da injustiça, do desprezo, da humilhação, berços ingratos dos seus estômagos vazios, do vazio das suas almas, que se esvaem na tua espera, na tua vinda, na quase desistência de sentirem as tuas glórias.                  
Não estanca, agora, o teu passo.   
  Não trai mais quem te espera abraçado com a desesperança, arrastando-se pelos corredores em que ficam escondidos no lado mais escuro da vida.                                                                         Não nega o teu beijo para quem tem os lábios ávidos de matar a sede na tua fonte que pensamos ser incessante de líquidos, de formas, de sonhos visíveis, invisíveis, de doces mistérios, de encantados segredos.  
Não estanca, esperança, jamais o teu passo!                                                                                                       Mostra para quem ardentemente precisa, que tuas mãos podem escrever histórias de vidas que só a fé explica.


Noelio Mello · Belém, PA.
Lane, como voce pediu, seguem algumas fotos daqui da Casa da Tranquilidade. 
 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

PARA AS MÃES...

Da pátria formosa distante e saudoso


Chorando e gemendo meus cantos de dor,


Eu guardo no peito a imagem querida


Do mais verdadeiro, do mais santo amor:


Minha Mãe!


Nas horas caladas das noites de estio,


Sentado sozinho co'a face na mão,


Eu choro e soluco por quem me chamava:


Ó filho querido do meu coracão.


Minha Mãe!


No berco pendente dos ramos floridos,


Em que eu pequenino feliz dormitava,


Quem é que esse berco com todo o cuidado


Cantando cantigas alegre embalava?


Minha Mãe!





De noite, alta noite, quando eu já dormia,


Sonhando esses sonhos dos anjos dos céus,


Quem é que meu lábios dormentes tocava,


Qual anjo da guarda, qual sopro de Deus?


Minha Mãe!


Feliz o bom filho que pode, contente,


Na casa paterna, de noite e de dia,


Sentir as carícias do anjo de amores,


Da estrela brilhante que a vida nos guia:


Minha Mãe!


Por isso eu agora, na terra do exílio,


Sentado sozinho co'a face na mão,


Suspiro e soluco por quem me chamava:


"Oh filho querido do meu coracão!"


Minha Mãe!
O nome de minha mãe (1914-1992)
Casimiro de Abreu