PARA LEONE LACERDA.
DE ALGUEM QUE A AMA.
Meus amigos,
se durante meu recesso virem por acaso
passar a minha amada peçam silêncio geral.
Depois apontem para o infinito.
Ela deve ir como uma sonâmbula,
envolta numa aura de tristeza,
pois seus olhos só verão a minha ausência.
Ela deve estar cega de tudo o que seja o meu amor
(esse indizível amor que vive trancado em mim
num cárcere mirando empós seu rastro).
Se for a tarde, comprem e desfolhem rosas
à sua melancólica passagem,
e se puderem entoem cantus-primus.
Que cesse totalmente o tráfego
e silencie as buzinas
de modo que se ouça longamente o ruído de seus passos.
Ah, meus amigos,
ponham as mãos em prece e roguem,
não importa a que ser ou divindade por que bem
haja a minha grande amada durante o meu recesso,
pois sua vida é minha vida,
sua morte a minha morte.
Sendo possível soltem pombas brancas
em quantidade suficiente
para que se faça em torno dela
a suave penumbra que lhe apraz.
Se houver por perto um hi-fi,
coloquem o "Noturno em sí bemol" de Chopin.
E se porventura ela se puser a chorar,
oh recolham-lhe as lágrimas em pequenos frascos
de opalina a me serem mandados regularmente,
pela mala diplomática.
Meus amigos, meus irmãos
(e todos os que amam a minha poesia),
se por acaso virem passar a minha amada
salmodiem versos meus.
Ela estará sobre uma nuvem
envolta numa aura de tristeza
o coração em luz transverberado.
Ela é aquela que eu não pensava mais possível,
nascida do meu desespero de não encontrá-la.
Ela é aquela por quem caminham as minhas pernas
e para quem foram feitos os meus braços,
ela é aquela que eu amo no meu tempo
e que amarei na minha eternidade
- a amada una e impretérita.
Por isso procedam com discrição mas eficiência:
que ela não sinta o seu caminho,
e que este, ademais ofereça a maior segurança.
Seria sem dúvida de grande acerto
não se locomovesse ela de todo,
de maneira a evitar os perigos
inerentes às leis da gravidade
e do momentum dos corpos,
e principalmente aquele devidos à
falibilidade dos reflexos humanos.
Sim, seria extremamente preferível
se antivesse ela reclusa em andar térreo
e intramuros um ambiente azul de paz e música.
Oh, que ela evite sobretudo dirigir à noite
Ah! como ela gosta disto.
e estar sujeita aos imprevistos da loucura dos tempos.
Que ela se proteja,
a minha amada contra os ales terríveis
desta ausência com música e equanil.
Que ela pense, agora e sempre em mim,
que longe dela
ando vagando pelos jardins noturnos
da paixão da melancolia.
Que ela se defenda, a minha amiga,
contra tudo que anda voa, corre e nada;
e que se lembre que devemos nos encontrar
e para tanto é preciso que estejamos integros
e acontece que os perigos são maximos
e o amor de repente de tão grande
tornou tudo fragil,
extremamente,
extremamente frágil.
Vinícius De Moraes
domingo, 8 de agosto de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
Era uma vez...
As histórias maravilhosas começam assim.
Não importa o tamanho delas.
Se começam por era uma vez, são sempre maravilhosas.
Pois era uma vez um homem.
Um homem pobre que de precioso só tinha um cálice.
Nele, ele bebia a água do riacho que passava próximo à sua casa. Nele, bebia leite, quando o conseguia, em troca de algum trabalho.
Era pobre, mas feliz.
Feliz com sua esposa, que o amava.
Feliz em sua pequena casa, que o sol abraçava nos dias quentes, tornando-a semelhante a um forno.
Feliz com a árvore nos fundos do terreno,
onde escapava da canícula.
Saía pelas manhãs em busca de algum trabalho,
que lhe garantisse o alimento a ele e à esposa, a cada dia.
Assim transcorria a vida, em calma e felicidade.
Nas tardes mornas, quando retornava ao lar,
era sempre recebido com muita alegria.
Era um homem feliz. Trazia o coração em paz,
sem maiores vôos de ambição.
Então, um dia...
Sempre há um dia em que as coisas acontecem
e mudam o rumo da História.
Pois, nesse dia, nem ele mesmo sabendo o porquê,
uma lágrima caiu de seus olhos, dentro do cálice.
De imediato, o homem ouviu um pequeno ruído,
como de algo sólido, que bateu no fundo do recipiente.
Olhou e recolheu entre os dedos uma pérola.
Sua lágrima se transformara em uma pérola.
Então, o homem pensou que poderia ficar muito rico,
se chorasse bastante.
Como não tinha motivos para chorar, ele começou a criá-los. Precisava se tornar uma pessoa triste, chorosa, para enriquecer.
Com o dinheiro da venda das pérolas pensava comprar lindas roupas para sua esposa, uma casa mais confortável, propriedades, um carro.
E assim foi.
Ele começou a buscar motivos para ficar triste e para chorar muito.
Conseguiu muitas riquezas.
Ele poderia tornar a ser feliz.
No entanto, desejava mais.
As pequenas coisas que antes lhe ofertavam alegrias,
agora, de nada valiam.
Que lhe importava o raio de sol para se aquecer no inverno?
Com dinheiro, ele mandou colocar calefação interna em toda sua residência.
Por que aguardar os ventos generosos para arrefecer o calor nos dias de verão?
Com dinheiro, ele pediu para ser instalado ar condicionado em toda a sua casa.
E no carro, e no escritório que adquiriu para gerir os negócios que o dinheiro gerara.
E a tristeza sempre precisava ser maior.
Do tamanho da ambição que o dominava.
Nunca era o bastante.
Os afagos da esposa, no final do dia e nos amanheceres de luz deixaram de ser imprescindíveis.
Ele não podia perder tempo.
Precisava chorar.
Precisava descobrir fórmulas de ficar mais triste
e derramar mais lágrimas.
Finalmente, quando o homem se deu conta, estava sem esposa,
sem amigos.
Só...
Com seu dinheiro, toda sua imensa fortuna.
Chorando agora, estava tão desolado,
que nem mais se importava em despejar o dique das lágrimas no cálice.
A depressão tomara conta dele e nada mais tinha significado.
A história parece um conto de fadas.
Mas nos leva a nos perguntarmos quantas vezes desprezamos os tesouros que temos, indo à cata de riquezas efêmeras.
Pensemos nisso e não desperdicemos os valores verdadeiros de que dispomos.
Nem pensemos em trocá-los por posses exageradas.
A tudo confiramos o devido valor,
jamais perdendo nossa alegria.
Haveres conquistados à troca de infelicidade,
somente geram infelicidade.
(O caçador de pipas de Khaled Hosseini)
As histórias maravilhosas começam assim.
Não importa o tamanho delas.
Se começam por era uma vez, são sempre maravilhosas.
Pois era uma vez um homem.
Um homem pobre que de precioso só tinha um cálice.
Nele, ele bebia a água do riacho que passava próximo à sua casa. Nele, bebia leite, quando o conseguia, em troca de algum trabalho.
Era pobre, mas feliz.
Feliz com sua esposa, que o amava.
Feliz em sua pequena casa, que o sol abraçava nos dias quentes, tornando-a semelhante a um forno.
Feliz com a árvore nos fundos do terreno,
onde escapava da canícula.
Saía pelas manhãs em busca de algum trabalho,
que lhe garantisse o alimento a ele e à esposa, a cada dia.
Assim transcorria a vida, em calma e felicidade.
Nas tardes mornas, quando retornava ao lar,
era sempre recebido com muita alegria.
Era um homem feliz. Trazia o coração em paz,
sem maiores vôos de ambição.
Então, um dia...
Sempre há um dia em que as coisas acontecem
e mudam o rumo da História.
Pois, nesse dia, nem ele mesmo sabendo o porquê,
uma lágrima caiu de seus olhos, dentro do cálice.
De imediato, o homem ouviu um pequeno ruído,
como de algo sólido, que bateu no fundo do recipiente.
Olhou e recolheu entre os dedos uma pérola.
Sua lágrima se transformara em uma pérola.
Então, o homem pensou que poderia ficar muito rico,
se chorasse bastante.
Como não tinha motivos para chorar, ele começou a criá-los. Precisava se tornar uma pessoa triste, chorosa, para enriquecer.
Com o dinheiro da venda das pérolas pensava comprar lindas roupas para sua esposa, uma casa mais confortável, propriedades, um carro.
E assim foi.
Ele começou a buscar motivos para ficar triste e para chorar muito.
Conseguiu muitas riquezas.
Ele poderia tornar a ser feliz.
No entanto, desejava mais.
As pequenas coisas que antes lhe ofertavam alegrias,
agora, de nada valiam.
Que lhe importava o raio de sol para se aquecer no inverno?
Com dinheiro, ele mandou colocar calefação interna em toda sua residência.
Por que aguardar os ventos generosos para arrefecer o calor nos dias de verão?
Com dinheiro, ele pediu para ser instalado ar condicionado em toda a sua casa.
E no carro, e no escritório que adquiriu para gerir os negócios que o dinheiro gerara.
E a tristeza sempre precisava ser maior.
Do tamanho da ambição que o dominava.
Nunca era o bastante.
Os afagos da esposa, no final do dia e nos amanheceres de luz deixaram de ser imprescindíveis.
Ele não podia perder tempo.
Precisava chorar.
Precisava descobrir fórmulas de ficar mais triste
e derramar mais lágrimas.
Finalmente, quando o homem se deu conta, estava sem esposa,
sem amigos.
Só...
Com seu dinheiro, toda sua imensa fortuna.
Chorando agora, estava tão desolado,
que nem mais se importava em despejar o dique das lágrimas no cálice.
A depressão tomara conta dele e nada mais tinha significado.
A história parece um conto de fadas.
Mas nos leva a nos perguntarmos quantas vezes desprezamos os tesouros que temos, indo à cata de riquezas efêmeras.
Pensemos nisso e não desperdicemos os valores verdadeiros de que dispomos.
Nem pensemos em trocá-los por posses exageradas.
A tudo confiramos o devido valor,
jamais perdendo nossa alegria.
Haveres conquistados à troca de infelicidade,
somente geram infelicidade.
(O caçador de pipas de Khaled Hosseini)
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
A PEDRA DA FELICIDADE
Nos tempos das fadas , um moço achou em seu caminho uma pedra
que emitia um brilho diferente de todas as que ele já conhecera.
Impressionado, decidiu levá-la para casa.
Era uma pedra do tamanho de um limão e pertencia a uma fada, que a perdera por aqueles caminhos, em seu passeio matinal.
Era a Pedra da Felicidade.
Possuía o poder de transformar desejos em realidade.
A fada, ao se dar conta de que havia perdido a pedra,
consultou sua fonte de adivinhação e viu o que havia ocorrido.
Avaliou o poder mágico da pedra e, como a pessoa que a havia
encontrado era um jovem de família pobre e sofredora,
concluiu que a pedra poderia ficar em poder dele,
despreocupando-se quanto à sua recuperação.
Decidiu ajudá-lo.
Apareceu ao moço em sonho e disse-lhe que a pedra tinha poderes para atender a três pedidos:
um bem material,
uma alegria
e uma caridade.
Mas que esses benefícios somente poderiam ser utilizados em favor de outras pessoas.
Para atingir o intento, cabia-lhe pensar no pedido
e apertar a pedra entre as mãos.
O moço acordou desapontado.
Não gostou de saber que os poderes da pedra
somente poderiam ser revertidos em proveito dos outros.
Queria que fossem para ele.
Tentou pedir alguma coisa para si,
apertando a pedra entre as mãos,
sem êxito.
Assim, resolveu guardá-la, sem interesse em fazer uso dela.
Os anos se passaram e este moço tornou-se bem velhinho.
Certo dia, rememorando seu passado
concluiu que havia levado uma vida infeliz,
com muitas dificuldades, privações e dissabores.
Tivera poucos amigos, porém, reconhecia ter sido muito egoísta. Jamais quisera o bem para os outros.
Antes, desejava que todos sofressem
tanto quanto ele.
Reviu a pedra que guardara consigo durante quase toda sua existência;
lembrou-se do sonho e dos prováveis poderes da pedra.
Decidiu usá-la,
mesmo sendo em proveito dos outros.
Assim, realizou o desejo de uma jovem,
disponibilizando-lhe um bem material.
Proporcionou uma grande alegria a uma mãe
revelando o paradeiro de uma filha há anos desaparecida e,
por último, diante de um doente,
condoeu-se de suas feridas, ofertando-lhe a cura.
Ao realizar o terceiro benefício, aconteceu o inesperado:
a pedra transformou-se numa nuvem de fumaça e,
em meio a esta nuvem,
a fada vista no sonho que tivera logo ao achar a pedra -
surgiu, dizendo:
- Usaste a Pedra da Felicidade.
O que me pedires, para ti, eu farei.
Antes, devias fazer o bem aos outros,
para mereceres o atendimento de teu desejo.
Por que demoraste tanto tempo para usá-la?
O homem ficou muito triste ao entender o que se passara.
Tivera em suas mãos, desde sua juventude,
a oportunidade de construir uma vida
plena de felicidade,
mas, fechado em seu desamor,
jamais pensara que fazendo o bem aos outros,
colheria o bem para si mesmo.
Lamentando o seu passado de dor
e seu erro em desprezar os outros,
pediu comovido e arrependido:
- Dá-me, tão somente,
a felicidade de esquecer o meu passado egoísta.
(fonte: "Histórias que ninguém contou, conselhos que ninguém deu.")
que emitia um brilho diferente de todas as que ele já conhecera.
Impressionado, decidiu levá-la para casa.
Era uma pedra do tamanho de um limão e pertencia a uma fada, que a perdera por aqueles caminhos, em seu passeio matinal.
Era a Pedra da Felicidade.
Possuía o poder de transformar desejos em realidade.
A fada, ao se dar conta de que havia perdido a pedra,
consultou sua fonte de adivinhação e viu o que havia ocorrido.
Avaliou o poder mágico da pedra e, como a pessoa que a havia
encontrado era um jovem de família pobre e sofredora,
concluiu que a pedra poderia ficar em poder dele,
despreocupando-se quanto à sua recuperação.
Decidiu ajudá-lo.
Apareceu ao moço em sonho e disse-lhe que a pedra tinha poderes para atender a três pedidos:
um bem material,
uma alegria
e uma caridade.
Mas que esses benefícios somente poderiam ser utilizados em favor de outras pessoas.
Para atingir o intento, cabia-lhe pensar no pedido
e apertar a pedra entre as mãos.
O moço acordou desapontado.
Não gostou de saber que os poderes da pedra
somente poderiam ser revertidos em proveito dos outros.
Queria que fossem para ele.
Tentou pedir alguma coisa para si,
apertando a pedra entre as mãos,
sem êxito.
Assim, resolveu guardá-la, sem interesse em fazer uso dela.
Os anos se passaram e este moço tornou-se bem velhinho.
Certo dia, rememorando seu passado
concluiu que havia levado uma vida infeliz,
com muitas dificuldades, privações e dissabores.
Tivera poucos amigos, porém, reconhecia ter sido muito egoísta. Jamais quisera o bem para os outros.
Antes, desejava que todos sofressem
tanto quanto ele.
Reviu a pedra que guardara consigo durante quase toda sua existência;
lembrou-se do sonho e dos prováveis poderes da pedra.
Decidiu usá-la,
mesmo sendo em proveito dos outros.
Assim, realizou o desejo de uma jovem,
disponibilizando-lhe um bem material.
Proporcionou uma grande alegria a uma mãe
revelando o paradeiro de uma filha há anos desaparecida e,
por último, diante de um doente,
condoeu-se de suas feridas, ofertando-lhe a cura.
Ao realizar o terceiro benefício, aconteceu o inesperado:
a pedra transformou-se numa nuvem de fumaça e,
em meio a esta nuvem,
a fada vista no sonho que tivera logo ao achar a pedra -
surgiu, dizendo:
- Usaste a Pedra da Felicidade.
O que me pedires, para ti, eu farei.
Antes, devias fazer o bem aos outros,
para mereceres o atendimento de teu desejo.
Por que demoraste tanto tempo para usá-la?
O homem ficou muito triste ao entender o que se passara.
Tivera em suas mãos, desde sua juventude,
a oportunidade de construir uma vida
plena de felicidade,
mas, fechado em seu desamor,
jamais pensara que fazendo o bem aos outros,
colheria o bem para si mesmo.
Lamentando o seu passado de dor
e seu erro em desprezar os outros,
pediu comovido e arrependido:
- Dá-me, tão somente,
a felicidade de esquecer o meu passado egoísta.
(fonte: "Histórias que ninguém contou, conselhos que ninguém deu.")
VAMOS AGORA TESTAR A AMIZADE DO PRESIDENTE LULA,COM O TERRORISTA.
Caros amigos,
Graças à comoção no Brasil e o mundo, o Presidente Lula ofereceu asilo à Sakineh Ashtiani, a mulher iraniana condenada à morte por apedrejamento. Porém hoje de manhã o governo iraniano insinuou que a oferta seria rejeitada.
O governo do Irã ouve o Lula. Se ele se comprometer a fazer o que for preciso, ele poderá salvar a Sakineh. E nós sabemos que o Lula ouve a opinião pública, na semana passada, a comoção popular fez ele mudar de idéia e oferecer asilo à Sakineh.
As nossa vozes podem ajudar a salvar a vida de Sakineh e trazer esperança para as pessoas condenadas ao apedrejamento. Clique abaixo para enviar uma mensagem para o Presidente Lula pedindo para ele não desistir e negociar com o Irã até que a Sakineh seja salva.
http://www.avaaz.org/po/lula_salve_sakineh/97.php?cl_tta_sign=5bb2a8654c67d098c7fe52fdbaf7212d
Sakineh foi condenada à morte por apedrejamento por supostamente ter tido relações com outros homens... anos após a morte de seu marido. Seus dois filhos lançaram uma campanha para salvá-la, gerando uma repercussão internacional. Com a pressão, o governo iraniano decidiu revocar o apedrejamento, porém ainda querem executá-la por enforcamento.
Devido ao esforço por uma diplomacia paciente com o Irã, o Presidente Lula é a única pessoa que poderá salvar a Sakineh.
Após ele ter recusado intervir, cidadãos brasileiros se mobilizaram pela Internet para defender a Sakineh, como resultado alguns dias atrás ele mudou de opinião e ofereceu asilo a ela. Após a intervenção do Lula, o governo iraniano começou a tratar melhor a família de Sakineh.
Um porta-voz iraniano afirmou que o Lula estava mal informado sobre o caso, porém esta não parece ser a palavra final do governo iraniano sobre a proposta de asilo. O Irã poderá tomar uma decisão sobre a execução de Sakineh ainda esta semana. Não temos muito tempo – vamos enviar uma mensagem clara para Lula insistir na libertação da Sakineh:
http://www.avaaz.org/po/lula_salve_sakineh/97.php?cl_tta_sign=5bb2a8654c67d098c7fe52fdbaf7212d
A luta da Sakineh trouxe o apedrejamento para os holofotes da mídia internacional pela primeira vez em anos. Se nós nos agirmos agora, poderemos provar que o mundo não aceita estas práticas brutais, e não somente poderemos também salvar uma vida, como daremos esperança para as outras 15 pessoas aguardando a morte por apedrejamento no Irã e todos aqueles aguardando uma execução injusta em presídios mundo afora. Vamos agir enquanto há tempo para garantir que o Brasil cumpra a sua responsabilidade de proteger os direitos humanos, seja onde for.
Com esperança,
Ben, Graziela, Maria Paz, Ricken, Alice e toda a equipe Avaaz
Graças à comoção no Brasil e o mundo, o Presidente Lula ofereceu asilo à Sakineh Ashtiani, a mulher iraniana condenada à morte por apedrejamento. Porém hoje de manhã o governo iraniano insinuou que a oferta seria rejeitada.
O governo do Irã ouve o Lula. Se ele se comprometer a fazer o que for preciso, ele poderá salvar a Sakineh. E nós sabemos que o Lula ouve a opinião pública, na semana passada, a comoção popular fez ele mudar de idéia e oferecer asilo à Sakineh.
As nossa vozes podem ajudar a salvar a vida de Sakineh e trazer esperança para as pessoas condenadas ao apedrejamento. Clique abaixo para enviar uma mensagem para o Presidente Lula pedindo para ele não desistir e negociar com o Irã até que a Sakineh seja salva.
http://www.avaaz.org/po/lula_salve_sakineh/97.php?cl_tta_sign=5bb2a8654c67d098c7fe52fdbaf7212d
Sakineh foi condenada à morte por apedrejamento por supostamente ter tido relações com outros homens... anos após a morte de seu marido. Seus dois filhos lançaram uma campanha para salvá-la, gerando uma repercussão internacional. Com a pressão, o governo iraniano decidiu revocar o apedrejamento, porém ainda querem executá-la por enforcamento.
Devido ao esforço por uma diplomacia paciente com o Irã, o Presidente Lula é a única pessoa que poderá salvar a Sakineh.
Após ele ter recusado intervir, cidadãos brasileiros se mobilizaram pela Internet para defender a Sakineh, como resultado alguns dias atrás ele mudou de opinião e ofereceu asilo a ela. Após a intervenção do Lula, o governo iraniano começou a tratar melhor a família de Sakineh.
Um porta-voz iraniano afirmou que o Lula estava mal informado sobre o caso, porém esta não parece ser a palavra final do governo iraniano sobre a proposta de asilo. O Irã poderá tomar uma decisão sobre a execução de Sakineh ainda esta semana. Não temos muito tempo – vamos enviar uma mensagem clara para Lula insistir na libertação da Sakineh:
http://www.avaaz.org/po/lula_salve_sakineh/97.php?cl_tta_sign=5bb2a8654c67d098c7fe52fdbaf7212d
A luta da Sakineh trouxe o apedrejamento para os holofotes da mídia internacional pela primeira vez em anos. Se nós nos agirmos agora, poderemos provar que o mundo não aceita estas práticas brutais, e não somente poderemos também salvar uma vida, como daremos esperança para as outras 15 pessoas aguardando a morte por apedrejamento no Irã e todos aqueles aguardando uma execução injusta em presídios mundo afora. Vamos agir enquanto há tempo para garantir que o Brasil cumpra a sua responsabilidade de proteger os direitos humanos, seja onde for.
Com esperança,
Ben, Graziela, Maria Paz, Ricken, Alice e toda a equipe Avaaz
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
MATAR EM NOME DE DEUS??? - DESCULPEM!!!
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Irã sinaliza que recusará oferta de Lula para receber condenada
Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, foi condenada a apedrejamento.
Porta-voz disse que Lula tem personalidade
'emotiva e humana'.
Da Associated Press
O Irã sinalizou nesta terça-feira (3) que deve rejeitar a proposta do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, para abrigar a iraniana condenada a morrer apedrejada por adultério.
O caso de Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, levantou uma polêmica internacional e fez com que o governo adiasse a sentença dela, que pode ser mudada para a forca.
saiba mais
Lula pode ajudar a libertar condenada a apedrejamento, diz ativista iraniana.
"Que eu saiba, (o presidente Luiz Inácio Lula])da Silva tem uma personalidade muito humana e emotiva e provavelmente não recebeu informações suficientes sobre o caso", disse o porta-voz do ministério das Relações Exteriores iraniano, Ramin Mehmanparast.
Segundo ele, mais informações seriam repassadas a Lula para esclarecer a condição de uma pessoa "condenada por cometer um crime".
No sábado, Lula propôs que seu país recebesse Sakineh Mohamadi Ashtiani, mãe de dois filhos, condenada em 2006 por ter mantido "uma relação ilegal" com dois homens depois da morte de seu marido, e também por assassinato e outros crimes, segundo a agência Irna.
"Quero fazer um apelo a meu amigo (o presidente iraniano Mahmud) Ahmadinejad, ao líder supremo do Irã (Ali Khamenei), e ao governo do Irã para permitir que o Brasi possa receber a mulher", disse Lula durante uma visita a Curitiba.
Os Estados Unidos apoiaram a proposta brasileira.
"Se o Brasil está disposto a aceitá-la, esperamos que o Irã considere isso como um gesto humanitário.
O fato de o Brasil demonstrar atitude indica vontade de resolver e esperamos que o Irã escute", disse o porta-voz do Departamento de Estado americano Philip Crowley.
matéria do Bom dia Brasil
Rede Globo.
Irã sinaliza que recusará oferta de Lula para receber condenada
Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, foi condenada a apedrejamento.
Porta-voz disse que Lula tem personalidade
'emotiva e humana'.
Da Associated Press
O Irã sinalizou nesta terça-feira (3) que deve rejeitar a proposta do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, para abrigar a iraniana condenada a morrer apedrejada por adultério.
O caso de Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, levantou uma polêmica internacional e fez com que o governo adiasse a sentença dela, que pode ser mudada para a forca.
saiba mais
Lula pode ajudar a libertar condenada a apedrejamento, diz ativista iraniana.
"Que eu saiba, (o presidente Luiz Inácio Lula])da Silva tem uma personalidade muito humana e emotiva e provavelmente não recebeu informações suficientes sobre o caso", disse o porta-voz do ministério das Relações Exteriores iraniano, Ramin Mehmanparast.
Segundo ele, mais informações seriam repassadas a Lula para esclarecer a condição de uma pessoa "condenada por cometer um crime".
No sábado, Lula propôs que seu país recebesse Sakineh Mohamadi Ashtiani, mãe de dois filhos, condenada em 2006 por ter mantido "uma relação ilegal" com dois homens depois da morte de seu marido, e também por assassinato e outros crimes, segundo a agência Irna.
"Quero fazer um apelo a meu amigo (o presidente iraniano Mahmud) Ahmadinejad, ao líder supremo do Irã (Ali Khamenei), e ao governo do Irã para permitir que o Brasi possa receber a mulher", disse Lula durante uma visita a Curitiba.
Os Estados Unidos apoiaram a proposta brasileira.
"Se o Brasil está disposto a aceitá-la, esperamos que o Irã considere isso como um gesto humanitário.
O fato de o Brasil demonstrar atitude indica vontade de resolver e esperamos que o Irã escute", disse o porta-voz do Departamento de Estado americano Philip Crowley.
matéria do Bom dia Brasil
Rede Globo.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
QUEM SOU EU?
Pouco importa de onde viemos e para onde vamos,
mas quem somos é crucial descobrir.
A gente é o que a gente gosta.
A gente é nossa comida preferida,
os filmes que a gente curte,
os amigos que escolhemos,
as roupas que a gente veste,
a estação do ano preferida,
nosso esporte, as cidades que nos encantam.
Você não está fazendo nada agora?
Eu idem.
Vamos listar quem a gente é:
você daí e eu daqui.
Eu sou outono, disparado. E ligeiramente primavera.
Estações transitórias.
MM.
- Eu, sou outono e inverno disparado,embora ame o desabrochar das flores na primavera.
Sou as transições!
LL
Sou Woody Allen. Sou Lenny Kravitz. Sou Marilia Gabriela. Sou Nelson Motta. Sou Nick Hornby. Sou Ivan Lessa. Sou Saramago.MM.
- Sou Jack Kennedy.Sou Dolly Parton.Sou Maria Betânia.
Sou Gal.Sou Françoise Hardi,Sou Edit Piaf.
Sou Mariza e Mariza Monte.Sou Richard Bach.
LL.
Sou pães, queijos e vinhos, os três alimentos que eu levaria para uma ilha deserta, mas não sou ilha deserta: sou metrópole.
MM.
- Sou pães, vinhos,queijos,peixes,azeites;
os alimentos que eu levaria para uma ilha deserta;
pois embora não pareça, eu sou uma ilha.
LL.
Sou bala azedinha. Sou coca-cola. Sou salada caprese. Sou camarão à baiana. Sou filé com fritas. Sou morango com sorvete de creme. Sou linguado com molho de limão. Sou cachorro-quente com mostarda e queijo ralado. Do churrasco, sou o pão com alho.
MM.
- Sou suco de todas as frutas.
Sou salada russa.Sou camarão com moranga.
Sou filé com pão de sal e salada.Sou manga madura.
Sou bacalhau da Islandia.
Sou cachorro quente espanhol.Do churrasco,sou picanha.
LL.Sou livros. Discos. Dicionários. Sou guias de viagem. Revistas. Sou mapas. Sou Internet. Já fui muito tevê, hoje só um pouco GNT. Rádio. Rock. Lounge. Cinema. Cinema. Cinema. Teatro.MM.
- Sou livros.Sou cartões portais.Sou fotografias.
Sou porta-retratos.Sou poucos amigos verdadeiros.
Sou livros antigos de receitas.Sou livros de receitas francesas.Sou violão.Sou piano.Sou música.Sou voz.
Sou Internet. Sou mato verde.Sou orvalho.
Sou Dicionários.Sou pesquisa.Sou Mapas.Sou cidades.
Sou Países.
LL.Sou azul. Sou colorada. Sou cabelo liso. Sou jeans. Sou balaio de saldos. Sou ventilador de teto. Sou avião. Sou jeep. Sou bicicleta. Sou à pé.
MM.
Sou rosa.Sou pálida.Sou cabelo despenteado.Sou seda.Sou grife.Sou ar puro.Sou avião.Sou automóvel.Sou Jeep.Sou barcos.Não sou à pé.
LL.
Você está fazendo sua lista? Tô esperando.
Sou tapetes e panos. Sou abajur. Sou banho tinindo. Hidratantes. Não sou musculação, mas finjo que sou três vezes por semana. Sou mar. Não sou areia. Sou Londres. Rio. Porto Alegre.
MM.
- Sou tapetes.Sou almofadas.Sou abajur com luz lilás.
Sou banho fervendo.
Sou todos os cremes da Lancôme.
Não sou ginástica;Mas tento cada mes, ser.
Sou mar.Sou o horizonte.
Sou os barcos.Sou a lua.Não sou sol.
Sou Genève,Belém,Florianópolis,Basel!
LL.
Sou mais cama que mesa, mais dia que noite, mais flor que fruta, mais salgado que doce, mais música que silêncio, mais pizza que banquete, mais champanhe que caipirinha. Sou esmalte fraquinho. Sou cara lavada. Sou Gisele. Sou delírio. Sou eu mesma.M.M.
Sou cama e mesa de boa qualidade.
Sou totalmente,unicamente noite.
Sou flor e fruta.
Sou só salgado,não sou doce.
Sou mais silêncio que música.
Sou banquete.
Mais vinho,mais champanhe.
Sou todos os tons pastéis.
Sou uma maquiagem leve.
Sou Leone Lacerda.
Sou eu mesma.
LL
Agora é sua vez.
Texto de Marta Medeiros;
Respostas de Leone Lacerda.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
UM HOMEM PRA SENTIR SAUDADE.
Não quero mais viver na rotina.
Quero ter vadias esperanças, um homem para sentir saudade.
Que eu possa chamar de meu enquanto dure.
Que me cubra de paixão enquanto estiver mergulhada no inverno do meu ser.
Podem me chamar de feminista, moderna demais, não me importo com as avaliações que andam por aí se espalhando.
Até aqui fui certinha, toda social e encoberta de disfarces.
Quero ser pervertida nos sentimentos.
Sobrevoar com as transgressões dos instintos.
Suar o rosto de prazer e esboçar alegria quando estiver ao lado de alguém.
Cansei de ser a mulher de um homem com estilo acomodado.
Da rotina insuportável do relacionamento estável.
Se eu sofrer?
Ah! ja não tenho mais medo da dor.
Essa opção foi realizada durante anos enquanto recuperei a autoestima.
Podia ter ficado no Velho Oeste cavalgando pelas estradas de barro, mas hoje não abro mão de novas aventuras.
Quero ter um homem para sentir saudade.
O que chega de maneira surpreendente e me invade sem pedir licença.
Fala sobre a minha pele sedosa,minha boca, meu corpo, meu cheiro. Que parte com a promessa do retorno e nem de longe espero ou sinto medo dele sumir.
Quero ter paixão instável, que me faça levitar.
Saborear os olhos brilhando enquanto os observo no espelho.
A maquiagem lindíssima.
Magia? Sim, com certeza me impressionando e fazendo acreditar que sou linda, mesmo que por algumas horas.
Puro feitiço.
Quero sentir saudade.
Me despedir do tédio.
Não ficar com um fantasma fazendo parte do meu destino.
Que se dane se acham que só quero viver o lado bom da vida.
E daí?
Se a opção for consciente,
tenho o direito de estar como vadia em minhas esperanças.
Tenho pensado e repensado sobre os dias que no passado tive.
As manhãs bem cuidadas,arte culinária,tardes e noites frias.
Hoje durmo com a quentura da saudade de alguém que ainda vai me tirar do sério.
Citar falsas esperanças.
Os sonhos do vestido de noiva, bolo de muitos andares.
A festa de Cinderela.
E onde esses sonhos se esconderam?
Apologia da solteirice?
Das aventuras amantes?
O que importa se a felicidade jorrar na carne feminina?
É uma opção e me responsabilizo por ela.
Sou daquelas que só sobrevive quando tem um homem para sentir saudade.
Que se enfeita durante seis dias da semana para curtir o sétimo com loucura.
Que gasta um vidro de perfume em pouco tempo.
Que coleciona calcinhas sexies e tem a perfeita harmonia com a sexualidade voraz.
É preciso coragem para ter esse estilo.
Muita gente vai cobrar a velha pose de boa moça.
Vão desconfiar de minha alegria e apostar que estou infeliz e sozinha.
E eu jamais estive tão bem acompanhada.
A sociedade quer pares perfeitos.
Estou repleta dessa bobeira e vou sentir felicidade onde acho que mereço.
Desejo estar ao lado de pequenos detalhes que me dão vida.
Com quem me cobre de beijos, brinca e se embola com o meu bom humor no seu.
No passado eu queimaria na fogueira.
Teria os cabelos cortados.
A vergonha arrastada pelas ruas da cidade pequena demais para os meus anseios.
Mas nada pode estancar o meu coração vagabundo impertinente e com a missão de bater forte.
Sou mulher incandescente, que se reporta ao fogo das fogueiras e as fumaças do destino.
Com estrutura de matéria prima esquisita, mas que é mortal e feminina e adora viver a gostosura da vida.
Pelo menos essa fase eu vou viver, e como!
Tenho colecionado o néctar da liberdade para vaporizar meus caminhos.
Pisar firme na liberdade.
Essa maneira de ser não pode ser realizada se não estiver na busca dos meus sonhos.
Mas que sejam livres.
Motivem e me façam nua enquanto gozo de prazer.
Que toda mulher possa ter vivido pelo menos alguns momentos assim.
Ter as vadias esperanças acolhidas em um amor que fez inflar o peito.
Texto forte?
Pois bem, existem sentimentos que têm o aspecto apimentado.
E provar o sabor é oferecer oportunidade de viver episódios da existência ao lado de um homem que possa sentir saudade.
Quer saber?
É uma delícia.
Beth Valentim em 05/02/2010
FAÇO MINHAS, AS SUAS PALAVRAS!!!
LEONE LACERDA
Quero ter vadias esperanças, um homem para sentir saudade.
Que eu possa chamar de meu enquanto dure.
Que me cubra de paixão enquanto estiver mergulhada no inverno do meu ser.
Podem me chamar de feminista, moderna demais, não me importo com as avaliações que andam por aí se espalhando.
Até aqui fui certinha, toda social e encoberta de disfarces.
Quero ser pervertida nos sentimentos.
Sobrevoar com as transgressões dos instintos.
Suar o rosto de prazer e esboçar alegria quando estiver ao lado de alguém.
Cansei de ser a mulher de um homem com estilo acomodado.
Da rotina insuportável do relacionamento estável.
Se eu sofrer?
Ah! ja não tenho mais medo da dor.
Essa opção foi realizada durante anos enquanto recuperei a autoestima.
Podia ter ficado no Velho Oeste cavalgando pelas estradas de barro, mas hoje não abro mão de novas aventuras.
Quero ter um homem para sentir saudade.
O que chega de maneira surpreendente e me invade sem pedir licença.
Fala sobre a minha pele sedosa,minha boca, meu corpo, meu cheiro. Que parte com a promessa do retorno e nem de longe espero ou sinto medo dele sumir.
Quero ter paixão instável, que me faça levitar.
Saborear os olhos brilhando enquanto os observo no espelho.
A maquiagem lindíssima.
Magia? Sim, com certeza me impressionando e fazendo acreditar que sou linda, mesmo que por algumas horas.
Puro feitiço.
Quero sentir saudade.
Me despedir do tédio.
Não ficar com um fantasma fazendo parte do meu destino.
Que se dane se acham que só quero viver o lado bom da vida.
E daí?
Se a opção for consciente,
tenho o direito de estar como vadia em minhas esperanças.
Tenho pensado e repensado sobre os dias que no passado tive.
As manhãs bem cuidadas,arte culinária,tardes e noites frias.
Hoje durmo com a quentura da saudade de alguém que ainda vai me tirar do sério.
Citar falsas esperanças.
Os sonhos do vestido de noiva, bolo de muitos andares.
A festa de Cinderela.
E onde esses sonhos se esconderam?
Apologia da solteirice?
Das aventuras amantes?
O que importa se a felicidade jorrar na carne feminina?
É uma opção e me responsabilizo por ela.
Sou daquelas que só sobrevive quando tem um homem para sentir saudade.
Que se enfeita durante seis dias da semana para curtir o sétimo com loucura.
Que gasta um vidro de perfume em pouco tempo.
Que coleciona calcinhas sexies e tem a perfeita harmonia com a sexualidade voraz.
É preciso coragem para ter esse estilo.
Muita gente vai cobrar a velha pose de boa moça.
Vão desconfiar de minha alegria e apostar que estou infeliz e sozinha.
E eu jamais estive tão bem acompanhada.
A sociedade quer pares perfeitos.
Estou repleta dessa bobeira e vou sentir felicidade onde acho que mereço.
Desejo estar ao lado de pequenos detalhes que me dão vida.
Com quem me cobre de beijos, brinca e se embola com o meu bom humor no seu.
No passado eu queimaria na fogueira.
Teria os cabelos cortados.
A vergonha arrastada pelas ruas da cidade pequena demais para os meus anseios.
Mas nada pode estancar o meu coração vagabundo impertinente e com a missão de bater forte.
Sou mulher incandescente, que se reporta ao fogo das fogueiras e as fumaças do destino.
Com estrutura de matéria prima esquisita, mas que é mortal e feminina e adora viver a gostosura da vida.
Pelo menos essa fase eu vou viver, e como!
Tenho colecionado o néctar da liberdade para vaporizar meus caminhos.
Pisar firme na liberdade.
Essa maneira de ser não pode ser realizada se não estiver na busca dos meus sonhos.
Mas que sejam livres.
Motivem e me façam nua enquanto gozo de prazer.
Que toda mulher possa ter vivido pelo menos alguns momentos assim.
Ter as vadias esperanças acolhidas em um amor que fez inflar o peito.
Texto forte?
Pois bem, existem sentimentos que têm o aspecto apimentado.
E provar o sabor é oferecer oportunidade de viver episódios da existência ao lado de um homem que possa sentir saudade.
Quer saber?
É uma delícia.
Beth Valentim em 05/02/2010
FAÇO MINHAS, AS SUAS PALAVRAS!!!
LEONE LACERDA
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