terça-feira, 17 de agosto de 2010

Me distrai,
fiquei desatento e nem vi o tempo passar...

minha mente formada por palavras vã...
mentiras penetram em mim
e me tornaram cheio de descrença.
Conheci verdades que acabaram tão prematuramente...
com meus sonhos de criança de mãos e mente limpas.
Quantas e quantas vezes minha coragem
foi corroída por um rio de sangue que corria em minhas veias...
sucumbi.
Me olhei no espelho secreto e não reconheci meus traços...
Olhando para trás me assusto em ver,
que deixei meu futuro esquecido em meu passado.
Minhas lembranças sepultaram minhas ilusões...
chorei sem conter as lágrimas da tristeza que a vida me reservou.
Deixei meus passos pela areia da praia,
pegadas banhadas de amargura...
que nem o vento nem a agua do mar conseguiram apagar.
soquei punhais..escalei montanhas...removi pedras
e conquistei o que para todos era impossível depois de tanta espera...
venci.
Vivo tanta saudade que me consome de dor ...
por conta desta passageira vida...
Já gritei meu ódio do horror ao júbilo
e calei em absoluto silêncio meu grito mais sentido.
Pronunciei palavras fúteis que o tempo gravou...
e quantas palavras densas vi dissiparem em segundos...
Sempre que tento ser eu mesmo não me alcanço,
quando tento fugir de mim
não escapo de minhas próprias mãos...
Mas uma esperança permanece neste corpo e alma...
meu outono chegara.

Olavo.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O FIM CHEGOU, DEIXO APENAS UM POEMA.

Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto
e nem o que sou...
Não sabem que passou,
um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.
E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim,
e que me gelou.
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando
e por onde vou?!!!
Sinto os passos de Dor,
essa cadência
Que é já tortura infinda,
que já é demência!
Que é já vontade doida de gritar!
E é sempre a mesma mágoa,
o mesmo tédio,
A mesma angústia funda,
sem remédio,
Andando atrás de mim,
sem me largar!



Florbela Espanca

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.
Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho?
Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos:
seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante,
e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará:
não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam...
e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!)
destruir recordações,
mudar de casa,
dar muitas coisas para orfanatos,
vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível,
do que está acontecendo em nosso coração...
e o desfazer-se de certas lembranças,
significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora.
Soltar.
Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas,
portanto às vezes ganhamos
e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo,
não espere que reconheçam seu esforço,
que descubram seu gênio,
que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos,
promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo,
é preciso terminar o antigo:
diga a si mesmo que o que passou,
jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa
- nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil,
mas é muito importante.
Encerrando ciclos.
Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba,
mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta,
mude o disco,
limpe a casa,
sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te :
“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”



Fernando Pessoa.

AO MEU PAI E MINHA IRMÃ JÉSSICA,QUE VAI VOLTAR.

Conte aos quatro ventos os seus desejos,
espalhe-os como se fossem sementes,
adube-os com os seus sonhos e um dia,
eles retornarão em forma de realidade.
Seja otimista mesmo diante da negação, do que parece ser intransponível.
A maior barreira continua sendo o seu pensamento.
Cumprimente a todos igualmente, não faça distinção das pessoas, todos têm um dom especial e diferente, que poderá ser útil quando você menos espera.

Enquanto o amor não acontece,
abra seu coração para novas experiências,
ame mais o próximo, ame mais os familiares,
os animais, a natureza.
Se o amor já bateu na sua porta e anda meio apagado,
acenda a chama buscando nas suas memórias os pequenos gestos que um dia os aproximou.
Ao invés de cobrar, ofereça aquilo que deseja receber, assim o amor renasce e se fortalece.
Se por algum motivo, a solidão tomar posse das suas noites,
nada e desespero, aproveite para se conhecer melhor,
escreva as suas memórias,
planeje o seu futuro,
e durante o dia busque ser mais solidário.
Ore por alguém, seja por um familiar,
um amigo querido, ou se possível, por aquela pessoa que você não entende porque não gosta, ou aquela que tem algo contra você.
A melhor coisa da vida é ter alguém que ore por nós.
Plante uma árvore, seja na sua rua, num hotel fazenda, ou mesmo uma pequena planta na varanda do apartamento.
Árvores e plantas são mensageiras de Deus,
experimente conversar com elas.
Por fim, para que a vida se complete,
adote uma causa para lutar, seja a sua felicidade,
a defesa da natureza, dos animais,
dos órfãos, dos idosos, dos que têm doenças crônicas,
das vítimas da violência, ou qualquer outra boa causa,
assim você esquece dos seus problemas,
passa a ter a certeza que todos eles juntos são menores que um só dessas vítimas da crueldade do mundo que ainda não aprendeu que somos todos irmãos.
Ser feliz, simplesmente feliz, com o que você tem hoje,
com o que terás amanhã,
com a bagagem que trouxe do ontem.
Somos formados por pensamentos, atitudes e muitos, muitos sonhos.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

ENVELHECÍ... (SOB O OLHAR DE LEONE LACERDA.

Um dia desses uma jovem me perguntou como eu me sentia sobre ser velha.
Levei um susto, porque eu não me vejo como uma velha.
Ao notar minha reação, a garota ficou embaraçada, mas eu expliquei que era uma pergunta interessante, que pensaria a respeito e depois voltaria a falar com ela.

Pensei e concluí:
a velhice é um presente.
Eu sou agora, provavelmente pela primeira vez na vida, a pessoa que sempre quis ser.
Oh, não meu corpo!
Fico incrédula muitas vezes ao me examinar,
ver as rugas, a flacidez da pele, os pneus rodeando o meu abdomem, através das grossas lentes dos meus óculos,
E constantemente examino essa pessoa velha que vive em meu espelho e não reconheço.Nem parece que sou eu.
(e que se parece demais com meu pai),
mas não sofro muito com isso.
Não trocaria meus amigos surpreendentes, incríveis,amáveis,irmãos,
minha vida maravilhosa, e o carinho de minha família (que escolhí), por menos cabelo branco ,uma barriga mais lisa ou um bumbum mais durinho.
Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais condescendente comigo mesma, menos crítica das minhas atitudes.
Tornei-me amiga de mim mesma.
Não fico me censurando se quero comer um bolinho-de-chuva a mais, ou se tenho preguiça de arrumar minha cama, ou se compro um anãozinho de cimento que não necessito, mas que ficou tão lindo no meu jardim.
Conquistei o direito de matar minhas vontades,
de ser bagunceira, de ser extravagante, de falar o que penso e especialmente, de só amar, quem me ama demais da conta e sente a minha falta.
Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais,
antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento.
Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar paciência no computador até às 4 da manhã e depois só acordar ao meio-dia?
Se nunca abro a porta de casa, quando não sinto vontade???
Dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos das décadas de 50, 60, 70 e se, de repente, chorar lembrando de alguma paixão daquela época, posso chorar mesmo! Que mal ha em chorar? Motivos,é que nunca faltam!
Andarei pela praia em um maiô excessivamente esticado sobre um corpo decadente, e mergulharei nas ondas e darei pulinhos, como na infancia, se quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros.
Eles, também, se conseguirem, envelhecerão.
Sei que ando esquecendo muita coisa! (Meu Deus, como isto é verdade!!!)quem sabe, isto não seja um meio de ficar mais fácil e bom para se poder perdoar. Mas, pensando bem, há muitos fatos na vida que merecem ser esquecidos.E eu, me esqueço de quase todos.
E das coisas importantes, eu me recordo freqüentemente.
Das lembranças boas, acreditem, jamais me esquecerei.
Certo, ao longo dos anos meu coração sofreu muito.Muito!
Como não sofrer se você perde um grande amor,ou quando não é amada,ou quando uma criança sofre, ou quando um animal de estimação é atropelado por um carro?
Mas corações partidos são os que nos dão a força,
a compreensão e nos ensinam a compaixão.
Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril
e nunca conhecerá a alegria de ser forte,
apesar de imperfeito.
Sou abençoada por ter vivido o suficiente para ver meu cabelo embranquecer e ainda querer tingi-los a meu bel prazer, e por ter os risos da juventude e da maturidade gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto.
Muitos nunca riram, muitos morreram antes que seus cabelos pudessem ficar prateados.
Conforme envelhecemos, fica mais fácil ser positivo.
E ligar menos para o que os outros pensam.
Eu não me questiono mais.
Conquistei o direito de estar errada e não ter que dar explicações.
O que é errado pra você,pode estar totalmente certo para mim.
Assim, respondendo à pergunta daquela jovem graciosa,
posso afirmar: ”Eu gosto de ser velha”.
Libertei-me!
Gosto da pessoa que me tornei.
Não vou viver para sempre, mas enquanto estiver por aqui,
não desperdiçarei meu tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupando com o que virá.
E comerei sobremesa todos os dias e repetirei,
se assim me aprouver…
E penso que nunca me sentirei só.
Sou receptiva e carinhosa, e se amizades antigas teimam em partir antes de mim, outras novas, assim como você, vêm a mim buscar o que terei sempre para dar enquanto viver:
experiência e muito amor.Mas muito amor mesmo;porém a quem também tiver amor para me dar.Esta pode ser a parte ruim, de envelhecer...

domingo, 8 de agosto de 2010

CARTA DO AUSENTE.

PARA LEONE LACERDA.
DE ALGUEM QUE A AMA.


Meus amigos,
se durante meu recesso virem por acaso
passar a minha amada peçam silêncio geral.
Depois apontem para o infinito.
Ela deve ir como uma sonâmbula,
envolta numa aura de tristeza,
pois seus olhos só verão a minha ausência.
Ela deve estar cega de tudo o que seja o meu amor
(esse indizível amor que vive trancado em mim
num cárcere mirando empós seu rastro).
Se for a tarde, comprem e desfolhem rosas
à sua melancólica passagem,
e se puderem entoem cantus-primus.
Que cesse totalmente o tráfego
e silencie as buzinas
de modo que se ouça longamente o ruído de seus passos.
Ah, meus amigos,
ponham as mãos em prece e roguem,
não importa a que ser ou divindade por que bem
haja a minha grande amada durante o meu recesso,
pois sua vida é minha vida,
sua morte a minha morte.
Sendo possível soltem pombas brancas
em quantidade suficiente
para que se faça em torno dela
a suave penumbra que lhe apraz.
Se houver por perto um hi-fi,
coloquem o "Noturno em sí bemol" de Chopin.
E se porventura ela se puser a chorar,
oh recolham-lhe as lágrimas em pequenos frascos
de opalina a me serem mandados regularmente,
pela mala diplomática.
Meus amigos, meus irmãos
(e todos os que amam a minha poesia),
se por acaso virem passar a minha amada
salmodiem versos meus.
Ela estará sobre uma nuvem
envolta numa aura de tristeza
o coração em luz transverberado.
Ela é aquela que eu não pensava mais possível,
nascida do meu desespero de não encontrá-la.
Ela é aquela por quem caminham as minhas pernas
e para quem foram feitos os meus braços,
ela é aquela que eu amo no meu tempo
e que amarei na minha eternidade
- a amada una e impretérita.
Por isso procedam com discrição mas eficiência:
que ela não sinta o seu caminho,
e que este, ademais ofereça a maior segurança.
Seria sem dúvida de grande acerto
não se locomovesse ela de todo,
de maneira a evitar os perigos
inerentes às leis da gravidade
e do momentum dos corpos,
e principalmente aquele devidos à
falibilidade dos reflexos humanos.
Sim, seria extremamente preferível
se antivesse ela reclusa em andar térreo
e intramuros um ambiente azul de paz e música.
Oh, que ela evite sobretudo dirigir à noite
Ah! como ela gosta disto.
e estar sujeita aos imprevistos da loucura dos tempos.
Que ela se proteja,
a minha amada contra os ales terríveis
desta ausência com música e equanil.
Que ela pense, agora e sempre em mim,
que longe dela
ando vagando pelos jardins noturnos
da paixão da melancolia.
Que ela se defenda, a minha amiga,
contra tudo   que anda voa, corre e nada;
e que se lembre que devemos nos encontrar
e para tanto é preciso que  estejamos  integros
e acontece que os perigos são maximos
e o amor de repente de tão grande
tornou tudo fragil,
extremamente,
extremamente frágil.



Vinícius De Moraes

sábado, 7 de agosto de 2010

Era uma vez...
As histórias maravilhosas começam assim.
Não importa o tamanho delas.
Se começam por era uma vez, são sempre maravilhosas.

Pois era uma vez um homem.
Um homem pobre que de precioso só tinha um cálice.
Nele, ele bebia a água do riacho que passava próximo à sua casa. Nele, bebia leite, quando o conseguia, em troca de algum trabalho.
Era pobre, mas feliz.
Feliz com sua esposa, que o amava.
Feliz em sua pequena casa, que o sol abraçava nos dias quentes, tornando-a semelhante a um forno.
Feliz com a árvore nos fundos do terreno,
onde escapava da canícula.
Saía pelas manhãs em busca de algum trabalho,
que lhe garantisse o alimento a ele e à esposa, a cada dia.
Assim transcorria a vida, em calma e felicidade.
Nas tardes mornas, quando retornava ao lar,
era sempre recebido com muita alegria.
Era um homem feliz. Trazia o coração em paz,
sem maiores vôos de ambição.
Então, um dia...
Sempre há um dia em que as coisas acontecem
e mudam o rumo da História.
Pois, nesse dia, nem ele mesmo sabendo o porquê,
uma lágrima caiu de seus olhos, dentro do cálice.
De imediato, o homem ouviu um pequeno ruído,
como de algo sólido, que bateu no fundo do recipiente.
Olhou e recolheu entre os dedos uma pérola.
Sua lágrima se transformara em uma pérola.
Então, o homem pensou que poderia ficar muito rico,
se chorasse bastante.
Como não tinha motivos para chorar, ele começou a criá-los. Precisava se tornar uma pessoa triste, chorosa, para enriquecer.
Com o dinheiro da venda das pérolas pensava comprar lindas roupas para sua esposa, uma casa mais confortável, propriedades, um carro.
E assim foi.
Ele começou a buscar motivos para ficar triste e para chorar muito.
Conseguiu muitas riquezas.
Ele poderia tornar a ser feliz.
No entanto, desejava mais.
As pequenas coisas que antes lhe ofertavam alegrias,
agora, de nada valiam.
Que lhe importava o raio de sol para se aquecer no inverno?
Com dinheiro, ele mandou colocar calefação interna em toda sua residência.
Por que aguardar os ventos generosos para arrefecer o calor nos dias de verão?
Com dinheiro, ele pediu para ser instalado ar condicionado em toda a sua casa.
E no carro, e no escritório que adquiriu para gerir os negócios que o dinheiro gerara.
E a tristeza sempre precisava ser maior.
Do tamanho da ambição que o dominava.
Nunca era o bastante.
Os afagos da esposa, no final do dia e nos amanheceres de luz deixaram de ser imprescindíveis.
Ele não podia perder tempo.
Precisava chorar.
Precisava descobrir fórmulas de ficar mais triste
e derramar mais lágrimas.
Finalmente, quando o homem se deu conta, estava sem esposa,
sem amigos.
Só...
Com seu dinheiro, toda sua imensa fortuna.
Chorando agora, estava tão desolado,
que nem mais se importava em despejar o dique das lágrimas no cálice.
A depressão tomara conta dele e nada mais tinha significado.
A história parece um conto de fadas.
Mas nos leva a nos perguntarmos quantas vezes desprezamos os tesouros que temos, indo à cata de riquezas efêmeras.
Pensemos nisso e não desperdicemos os valores verdadeiros de que dispomos.
Nem pensemos em trocá-los por posses exageradas.
A tudo confiramos o devido valor,
jamais perdendo nossa alegria.
Haveres conquistados à troca de infelicidade,
somente geram infelicidade.



(O caçador de pipas de Khaled Hosseini)