segunda-feira, 6 de setembro de 2010

AS FADAS JÁ NÃO MORAM MAIS EM MIM.

As fadas já não moram em mim...
foram-se como o tempo, as pessoas, os amigos e inimigos que passaram...
tiveram de ir-se embora porque eu já não as deixava voar, tinha medo de as perder...
E mesmo assim perdi-as, como se perde tudo o que se tem algum dia.
Não pude evitar, era o destino delas voarem...
não se pode contrariar o destino nem passar por ele de olhos e ouvidos tapados, os ciclos são para serem cumpridos.

As fadas já não moram em mim...
mas já não choro,
agora sorrio por saber que é o voo que as torna felizes...
Por isso sempre que alguma se perde e vem ter comigo já não a prendo,
consolo-a e encorajo-a a voar...

Clavedelua

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

CASA E LAR




Casa é uma construção de cimento e tijolos.
Lar é uma construção de valores e princípios.
Casa é o nosso abrigo das chuvas, do calor, do frio...
Lar é o abrigo do medo, da dor e da solidão.
Casa é o lugar onde as pessoas entram para dormir, usar o banheiro, comer.
Onde temos pressa para sair e retardamos a hora de voltar.
O lar é o lugar onde os membros da família anseiam por estar nele, onde refazem suas energias, alimentam-se de afeto e encontram o conforto do acolhimento.
É onde temos pressa de chegar e retardamos a hora de sair.
Numa casa criamos e alimentamos problemas.
O lar é o centro de resolução de problemas.
Numa casa moram pessoas que mal se cumprimentam e se suportam.
Num lar vivem companheiros que, mesmo na divergência, se apóiam e nas lutas se solidarizam.
Numa casa moram pessoas que mal se cumprimentam e se suportam.
Num lar vivem companheiros que, mesmo na divergência, se apóiam e nas lutas se solidarizam.
Numa casa desdenha-se dos nossos valores.
No lar sonhamos juntos.
Numa casa há azedume e destrato.
Num lar sempre há lugar para a alegria.
Numa casa nascem muitas lágrimas.
Num lar plantam-se sorrisos.
A casa é um nó que oprime, sufoca...
O lar é um ninho que aconchega.
Se você ainda mora em uma casa, nós o (a) convidamos a transformá-la, com urgência, em um lar e que Jesus seja sempre o seu convidado especial.



Texto de: Abigail Guimarães (inspirada numa reflexão de Alba Magalhães David)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

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No sorriso de um beijo
compreendi a minha tristeza e a minha solidão.
Compreendi que não me faz falta um corpo,
mas apenas o toque,
que não me fazem falta as carícias,
mas a intimidade,
não me faltam histórias,
mas fazem falta os momentos.
Finalmente entendo
que não me fazem falta as pessoas.
Falta apenas o tu.
O tu que não sei quem é.
Maior vazio que o de perdermos alguém é,
possivelmente, o de não termos quem perder.
Assim estou.
Agora como nunca.
Sem desejar quem partiu,
sem saber por quem esperar.
Estou vazio.
Agora como nunca,
reflectindo na felicidade de estranhos,
a minha incondicional amargura.
Não quero o que não é meu.
Apenas queria ter algo que pudesse,
ao fim do dia, guardar como seguro.
Vejo-me a reviver o nada que tive.
Vejo-me apenas mais uma vez só,
rodeado de uma multidão que não me vê
nem sabe quem sou.
Espero.
Porque sempre esperei que tudo fosse como um sonho.
Mas desta vez não sonho.
Já não.
Já não resta nada em mim
senão este saber que nada será como quis que fosse.
Tristes são as palavras de quem vive a sorrir,
de quem não se dá a conhecer.
Triste a vida de quem por detrás da máscara
encarna a sua verdadeira personagem.
Triste este vazio que está para lá do tanto que todos conhecem.
Cinzenta é a cidade que me rodeia,
cinzenta é a esperança que deixei de viver...
aguardo lentamente por um fim que cada vez mais tarda em chegar...
Aguardo pelo mais puro dos vazios.
Aguardo... vazio.


Blog Insensível.
Você é muito importante para mim!







Você corre, almoça, trabalha, canta, chora, ama.
Você sorri, mas nunca me chama.
Você se entristece, depois se acalma,
mas nunca me agradece.
Você caminha, sobe e desce escadas
e não se preocupa comigo.
Você tem tudo e não me da nada.
Você sente amor, ódio, sente tudo,
menos a minha presença.
Você tem os sentidos perfeitos,
mas nunca os usa por mim.
Você estuda e não me entende,
ganha e não me ajuda,
canta e não me alegra.
Você é tão inteligente e não sabe nada de mim.
Você reclama dos meus tratos,
mas não valoriza o que eu faço por você.
Se você está triste, me culpa por isso,
mas se está alegre não me deixa participar de sua felicidade.
Você conhece tanta gente importante,
mas não conhece a mim, que o considera tão importante.
Você faz o que os outros ordenam,
mas não faz o que lhe peço com humildade.
Se você não subiu na vida, descarrega sobre mim toda sua ira,
mas se você é importante pisa nos menos favorecidos.
Você quebra galhos para amigos,
mas não tira um espinho da minha testa.
Você entende todas as transações do mundo,
mas não entende minha mensagem.
Você reclama tanto da vida,
mas não sabe que a minha é triste por sua causa.
Você abaixa os olhos quando um superior lhe fala,
mas não levanta esses mesmos quando lhe falo do meu amor.
Você fala das pessoas, e não sabe que conheço toda sua vida.
Você enfrenta muitos obstáculos na vida, é forte, mas que pena, embora mão admita sei que você tem medo de mim.
Você defende seu time, seu ator,
mas não me defende no meio dos seus amigos.
Você corre com seu carro
mas nunca corre para os meus braços.
Você não sente vergonha de se despir perante alguém,
mas sente vergonha de tirar sua máscara diante de mim.
Você costuma "às vezes" falar do que fiz,
mas nunca me deu oportunidade de falar o que você fez.
Você é um corpo no mundo e eu sou um mundo em seu corpo.
Eu sou alguém que todos os dias bate a sua porta e pergunta:
Tem lugar para mim? Na sua casa, na sua vida, no seu coração?
Eu sou Jesus Cristo, estou presente nestas linhas
que você por curiosidade, começou a ler.

Desconheço o autor. (além de Jesus,é claro!)

domingo, 22 de agosto de 2010

NÃO JULGUES TEU IRMÃO



Amigo,


Examina o trabalho que desempenhas.
Analisa a própria conduta.
Observa os atos que te definem.
Vigia as palavras que proferes.
Aprimora os pensamentos que emites.
Pondera as responsabilidades que recebeste.
Aperfeiçoa os próprios sentimentos.
Relaciona as faltas em que, porventura, incorreste.
Arrola os pontos fracos da própria personalidade.
Inventaria os débitos em que te inseriste.
Sê o investigador de ti mesmo,
o defensor do próprio coração,
o guarda de tua mente.
Mas, se não deténs contigo a função do juiz,
chamado à cura das chagas sociais,
não julgues o irmão do caminho,
porque não existem dois problemas,
absolutamente iguais,
e cada espírito possui um campo de manifestações particulares.
Cada criatura tem o seu drama,
a sua aflição,
a sua dificuldade
e a sua dor.
Antes de julgar,
busca entender o próximo e compadece-te,
para que a tua palavra seja uma luz de fraternidade,
no incentivo do bem.
E, acima de tudo,
lembra-te de que amanhã,
outros olhos pousarão sobre ti,
assim como agora a tua visão se demora sobre os outros.
Então,
serás julgado pelos teus julgamentos e medido,
segundo as medidas que aplicas aos que te seguem.




ANDRÉ LUIZ

(De “Comandos do Amor”, de Francisco Cândido Xavier)

sábado, 21 de agosto de 2010

MUDE. ( EU ESTOU TENTANDO!)



Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde,
mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas calmamente,
observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira pra passear livremente
na praia, ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma do outro lado da cama...
depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV,
compre outros jornais...
leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia,
o novo lado, o novo método, o novo sabor,
o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida,
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado...
outra marca de sabonete,
outro creme dental...
tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas,
troque de carro, compre novos óculos,
escrevas outras poesias.
Jogue fora os velhos relógios,
quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros,
outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se que a vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um novo emprego,
uma nova ocupação, um trabalho mais light,
mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas.
Mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!"



Pedro Bial

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Me distrai,
fiquei desatento e nem vi o tempo passar...

minha mente formada por palavras vã...
mentiras penetram em mim
e me tornaram cheio de descrença.
Conheci verdades que acabaram tão prematuramente...
com meus sonhos de criança de mãos e mente limpas.
Quantas e quantas vezes minha coragem
foi corroída por um rio de sangue que corria em minhas veias...
sucumbi.
Me olhei no espelho secreto e não reconheci meus traços...
Olhando para trás me assusto em ver,
que deixei meu futuro esquecido em meu passado.
Minhas lembranças sepultaram minhas ilusões...
chorei sem conter as lágrimas da tristeza que a vida me reservou.
Deixei meus passos pela areia da praia,
pegadas banhadas de amargura...
que nem o vento nem a agua do mar conseguiram apagar.
soquei punhais..escalei montanhas...removi pedras
e conquistei o que para todos era impossível depois de tanta espera...
venci.
Vivo tanta saudade que me consome de dor ...
por conta desta passageira vida...
Já gritei meu ódio do horror ao júbilo
e calei em absoluto silêncio meu grito mais sentido.
Pronunciei palavras fúteis que o tempo gravou...
e quantas palavras densas vi dissiparem em segundos...
Sempre que tento ser eu mesmo não me alcanço,
quando tento fugir de mim
não escapo de minhas próprias mãos...
Mas uma esperança permanece neste corpo e alma...
meu outono chegara.

Olavo.