segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Perdão e Liberdade
Aprendamos a perdoar, conquistando a liberdade de servir.
E imprescindível esquecer o mal para que o bem se efetue.
Onde trabalhas, exercita a tolerância construtiva para que a tarefa não se escravize a perturbações...
Em casa, guarda o entendimento fraterno,

a fim de que a sombra não te algeme o espírito ao desespero...
Onde estiveres e onde fores, lembra-te do perdão incondicional, para que o auxílio dos outros te assegure paz à vida.
É indispensável que a compreensão reine hoje entre nós,
para que amanhã não estejamos encarcerados na rede das trevas.
A morte não é libertação pura e simples.
Desencarnar-se a alma do corpo não é exonerar-se dos sentimentos que lhe são próprios.
Muitos conduzem consigo, além-túmulo, uma taça de fel envenenado com que aniquilam os melhores sonhos dos que ficaram na Terra...

e muitos dos que ficam na Terra conservam consigo no coração um vaso de fogo vivo com que destroem as melhores esperanças dos que demandam o cinzento portal do túmulo.
Não procures para tua alma o inferno invisível do ódio.
Acomoda-te com o adversário ainda hoje, procurando entendê-lo e servi-lo, para que amanhã não te matricules em aflitivas contendas com forças ocultas.
Transferir a reconciliação para o caminho da morte é atormentar o caminho da própria vida.
Perdoa sempre, reconhecendo que não prescindimos da paciência alheia.
Nem sempre somos nós a vítima real, de vez que, por atitudes imanifestas, induzimos o próximo a agir contra nós, convertendo-nos, ante os tribunais da Justiça Divina, em autores, intelectuais dos delitos que passamos a lamentar indebitamente diante dos outros.
Toda intolerância é violência.
Toda dureza espiritual é crueldade.
Quase sempre, a crítica é corrosivo do bem, tanto quanto a acusação habitualmente, é um chicote de brasas.
E sabendo que encontraremos na estrada a projeção de nós mesmos, conservemos o perdão por defensor de nossa liberdade, ajudando agora para que não sejamos desajudados depois.



Autor Espiritual(Emmanuel)
Psicografada por Chico Xavier

terça-feira, 14 de setembro de 2010



Sou mulher como outra qualquer.
Venho do século passado
e trago comigo todas as idades.
Nasci numa rebaixa de serra
Entre serras e morros.
“Longe de todos os lugares”.
Numa cidade de onde levaram
o ouro e deixaram as pedras.
Junto a estas decorreram
a minha infância e adolescência.
Aos meus anseios respondiam
as escarpas agrestes.
E eu fechada dentro
da imensa serrania
que se azulava na distância
longínqua.
Numa ânsia de vida eu abria
O vôo nas asas impossíveis
do sonho.
Venho do século passado.
Pertenço a uma geração
ponte, entre a libertação
dos escravos e o trabalhador livre.
Entre a monarquia caída e a república
que se instalava.
Todo o ranço do passado era presente.
A brutalidade, a incompreensão, a ignorância, o carrancismo.
Os castigos corporais.
Nas casas. Nas escolas.
Nos quartéis e nas roças.
A criança não tinha vez,
Os adultos eram sádicos
aplicavam castigos humilhantes. 
Tive uma velha mestra que já
havia ensinado uma geração
antes da minha.
Os métodos de ensino eram
antiquados e aprendi as letras
em livros superados de que
ninguém mais fala.
Nunca os algarismos me
entraram no entendimento.
De certo pela pobreza que marcaria
Para sempre minha vida.
Precisei pouco dos números.
Sendo eu mais doméstica do
que intelectual,
não escrevo jamais de forma
consciente e racionada, e sim
impelida por um impulso incontrolável.
Sendo assim, tenho a
consciência de ser autêntica.
Nasci para escrever, mas, o meio,
o tempo, as criaturas e fatores
outros, contra-marcaram minha vida.
Sou mais doceira e cozinheira
Do que escritora, sendo a culinária
a mais nobre de todas as Artes:
objetiva, concreta, jamais abstrata
a que está ligada à vida e
à saúde humana.
Nunca recebi estímulos familiares para ser literata.
Sempre houve na família, senão uma
hostilidade, pelo menos uma reserva determinada
a essa minha tendência inata.
Talvez, por tudo isso e muito mais,
sinta dentro de mim, no fundo dos meus
reservatórios secretos, um vago desejo de analfabetismo.
Sobrevivi, me recompondo aos
bocados, à dura compreensão dos
rígidos preconceitos do passado.
Preconceitos de classe.
Preconceitos de cor e de família.
Preconceitos econômicos.
Férreos preconceitos sociais.
A escola da vida me suplementou
as deficiências da escola primária
que outras o destino não me deu. 
Foi assim que cheguei a este livro
Sem referências a mencionar.
Nenhum primeiro prêmio.
Nenhum segundo lugar.
Nem Menção Honrosa.
Nenhuma Láurea.
Apenas a autenticidade da minha
poesia arrancada aos pedaços
do fundo da minha sensibilidade,
e este anseio:
procuro superar todos os dias
Minha própria personalidade
renovada,
despedaçando dentro de mim
tudo que é velho e morto.
Luta, a palavra vibrante
que levanta os fracos
e determina os fortes.
Quem sentirá a Vida
destas páginas...
Gerações que hão de vir
de gerações que vão nascer.

(Meu Livro de Cordel, p.73 -76, 8°ed, 1998)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

AS FADAS JÁ NÃO MORAM MAIS EM MIM.

As fadas já não moram em mim...
foram-se como o tempo, as pessoas, os amigos e inimigos que passaram...
tiveram de ir-se embora porque eu já não as deixava voar, tinha medo de as perder...
E mesmo assim perdi-as, como se perde tudo o que se tem algum dia.
Não pude evitar, era o destino delas voarem...
não se pode contrariar o destino nem passar por ele de olhos e ouvidos tapados, os ciclos são para serem cumpridos.

As fadas já não moram em mim...
mas já não choro,
agora sorrio por saber que é o voo que as torna felizes...
Por isso sempre que alguma se perde e vem ter comigo já não a prendo,
consolo-a e encorajo-a a voar...

Clavedelua

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

CASA E LAR




Casa é uma construção de cimento e tijolos.
Lar é uma construção de valores e princípios.
Casa é o nosso abrigo das chuvas, do calor, do frio...
Lar é o abrigo do medo, da dor e da solidão.
Casa é o lugar onde as pessoas entram para dormir, usar o banheiro, comer.
Onde temos pressa para sair e retardamos a hora de voltar.
O lar é o lugar onde os membros da família anseiam por estar nele, onde refazem suas energias, alimentam-se de afeto e encontram o conforto do acolhimento.
É onde temos pressa de chegar e retardamos a hora de sair.
Numa casa criamos e alimentamos problemas.
O lar é o centro de resolução de problemas.
Numa casa moram pessoas que mal se cumprimentam e se suportam.
Num lar vivem companheiros que, mesmo na divergência, se apóiam e nas lutas se solidarizam.
Numa casa moram pessoas que mal se cumprimentam e se suportam.
Num lar vivem companheiros que, mesmo na divergência, se apóiam e nas lutas se solidarizam.
Numa casa desdenha-se dos nossos valores.
No lar sonhamos juntos.
Numa casa há azedume e destrato.
Num lar sempre há lugar para a alegria.
Numa casa nascem muitas lágrimas.
Num lar plantam-se sorrisos.
A casa é um nó que oprime, sufoca...
O lar é um ninho que aconchega.
Se você ainda mora em uma casa, nós o (a) convidamos a transformá-la, com urgência, em um lar e que Jesus seja sempre o seu convidado especial.



Texto de: Abigail Guimarães (inspirada numa reflexão de Alba Magalhães David)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

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No sorriso de um beijo
compreendi a minha tristeza e a minha solidão.
Compreendi que não me faz falta um corpo,
mas apenas o toque,
que não me fazem falta as carícias,
mas a intimidade,
não me faltam histórias,
mas fazem falta os momentos.
Finalmente entendo
que não me fazem falta as pessoas.
Falta apenas o tu.
O tu que não sei quem é.
Maior vazio que o de perdermos alguém é,
possivelmente, o de não termos quem perder.
Assim estou.
Agora como nunca.
Sem desejar quem partiu,
sem saber por quem esperar.
Estou vazio.
Agora como nunca,
reflectindo na felicidade de estranhos,
a minha incondicional amargura.
Não quero o que não é meu.
Apenas queria ter algo que pudesse,
ao fim do dia, guardar como seguro.
Vejo-me a reviver o nada que tive.
Vejo-me apenas mais uma vez só,
rodeado de uma multidão que não me vê
nem sabe quem sou.
Espero.
Porque sempre esperei que tudo fosse como um sonho.
Mas desta vez não sonho.
Já não.
Já não resta nada em mim
senão este saber que nada será como quis que fosse.
Tristes são as palavras de quem vive a sorrir,
de quem não se dá a conhecer.
Triste a vida de quem por detrás da máscara
encarna a sua verdadeira personagem.
Triste este vazio que está para lá do tanto que todos conhecem.
Cinzenta é a cidade que me rodeia,
cinzenta é a esperança que deixei de viver...
aguardo lentamente por um fim que cada vez mais tarda em chegar...
Aguardo pelo mais puro dos vazios.
Aguardo... vazio.


Blog Insensível.
Você é muito importante para mim!







Você corre, almoça, trabalha, canta, chora, ama.
Você sorri, mas nunca me chama.
Você se entristece, depois se acalma,
mas nunca me agradece.
Você caminha, sobe e desce escadas
e não se preocupa comigo.
Você tem tudo e não me da nada.
Você sente amor, ódio, sente tudo,
menos a minha presença.
Você tem os sentidos perfeitos,
mas nunca os usa por mim.
Você estuda e não me entende,
ganha e não me ajuda,
canta e não me alegra.
Você é tão inteligente e não sabe nada de mim.
Você reclama dos meus tratos,
mas não valoriza o que eu faço por você.
Se você está triste, me culpa por isso,
mas se está alegre não me deixa participar de sua felicidade.
Você conhece tanta gente importante,
mas não conhece a mim, que o considera tão importante.
Você faz o que os outros ordenam,
mas não faz o que lhe peço com humildade.
Se você não subiu na vida, descarrega sobre mim toda sua ira,
mas se você é importante pisa nos menos favorecidos.
Você quebra galhos para amigos,
mas não tira um espinho da minha testa.
Você entende todas as transações do mundo,
mas não entende minha mensagem.
Você reclama tanto da vida,
mas não sabe que a minha é triste por sua causa.
Você abaixa os olhos quando um superior lhe fala,
mas não levanta esses mesmos quando lhe falo do meu amor.
Você fala das pessoas, e não sabe que conheço toda sua vida.
Você enfrenta muitos obstáculos na vida, é forte, mas que pena, embora mão admita sei que você tem medo de mim.
Você defende seu time, seu ator,
mas não me defende no meio dos seus amigos.
Você corre com seu carro
mas nunca corre para os meus braços.
Você não sente vergonha de se despir perante alguém,
mas sente vergonha de tirar sua máscara diante de mim.
Você costuma "às vezes" falar do que fiz,
mas nunca me deu oportunidade de falar o que você fez.
Você é um corpo no mundo e eu sou um mundo em seu corpo.
Eu sou alguém que todos os dias bate a sua porta e pergunta:
Tem lugar para mim? Na sua casa, na sua vida, no seu coração?
Eu sou Jesus Cristo, estou presente nestas linhas
que você por curiosidade, começou a ler.

Desconheço o autor. (além de Jesus,é claro!)

domingo, 22 de agosto de 2010

NÃO JULGUES TEU IRMÃO



Amigo,


Examina o trabalho que desempenhas.
Analisa a própria conduta.
Observa os atos que te definem.
Vigia as palavras que proferes.
Aprimora os pensamentos que emites.
Pondera as responsabilidades que recebeste.
Aperfeiçoa os próprios sentimentos.
Relaciona as faltas em que, porventura, incorreste.
Arrola os pontos fracos da própria personalidade.
Inventaria os débitos em que te inseriste.
Sê o investigador de ti mesmo,
o defensor do próprio coração,
o guarda de tua mente.
Mas, se não deténs contigo a função do juiz,
chamado à cura das chagas sociais,
não julgues o irmão do caminho,
porque não existem dois problemas,
absolutamente iguais,
e cada espírito possui um campo de manifestações particulares.
Cada criatura tem o seu drama,
a sua aflição,
a sua dificuldade
e a sua dor.
Antes de julgar,
busca entender o próximo e compadece-te,
para que a tua palavra seja uma luz de fraternidade,
no incentivo do bem.
E, acima de tudo,
lembra-te de que amanhã,
outros olhos pousarão sobre ti,
assim como agora a tua visão se demora sobre os outros.
Então,
serás julgado pelos teus julgamentos e medido,
segundo as medidas que aplicas aos que te seguem.




ANDRÉ LUIZ

(De “Comandos do Amor”, de Francisco Cândido Xavier)