domingo, 11 de setembro de 2011

A ORIGEM DA MULHER.














Existem várias lendas sobre a origem da Mulher.
Uma diz que Deus pôs o primeiro homem a dormir, inaugurando assim a anestesia geral, tirou uma de suas costelas e com ela fez a primeira mulher.
E que a primeira provação de Eva foi cuidar de Adão e agüentar o seu mau humor, enquanto ele convalescia da operação.
Uma variante desta lenda diz que Deus, com seu prazo para a Criação estourado, fez o homem às pressas, pensando “Depois eu melhoro”, e mais tarde, com tempo, fez um homem mais bem-acabado, que chamou Mulher, que é “melhor” em aramaico.
Outra lenda diz que Deus fez a mulher primeiro, e caprichou nas suas formas, e aparou aqui e tirou dali, e com o que sobrou fez o homem só para não jogar barro fora.
Zeus teria arrancado a mulher de sua própria cabeça.
Alguns povos nórdicos cultivam o mito da Grande Ursa Olga, origem de todas as mulheres do mundo, o que explica o fato das mulheres se enrolarem periodicamente em pêlos de animais, cedendo a um incontrolável impulso atávico, nem que seja só para experimentar, na loja, e depois quase desmaiar com o preço.
Em certas tribos nômades do Meio Oriente ainda se acredita que a mulher foi, originariamente, um camelo, que na ânsia de servir seu mestre de todas as maneiras foi se transformando até adquirir sua forma atual.
No Extremo Oriente existe a lenda de que as mulheres caem do céu, já de kimono.
E em certas partes do Ocidente persiste a crença de que mulher se compra através dos classificados, podendo-se escolher idade, cor da pele e tipo de massagem.



Luis Fernando Veríssimo

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Oração escrita PARA LEONE LACERDA


 

Oração do Perdão

Senhor Jesus Cristo, hoje peço-vos a graça de perdoar a todos em minha vida.
Sei que dareis a força para perdoar. 
Abandono todo o ressentimento contra vós por causa de adversidades, morte e doença na família. 
Entrego-me a vós hoje, com fé e confiança, vós me amais mais do que amo a mim mesmo e quereis minha felicidade mais do que eu mesmo o desejo. Jesus, vós sois o Senhor de minha vida.
Penetrai mais fundo em meu coração e removei tudo que bloqueia a abundância de vosso amor. Concedei-me a graça de repousar em vossos braços e permiti que eu seja amado por vós.
Senhor, porque me perdoastes, perdôo A MIM MESMO meus pecados, minhas faltas e meus fracassos.
 Perdôo a mim mesmo tudo que é realmente ruim em mim e tudo que penso ser ruim.
Perdôo a mim mesmo por tomar vosso nome em vão; por não vos louvar; por magoar meus pais; por me embriagar ou usar drogas; por pecar contra minha pureza; por cometer adultério; por praticar o aborto; por furtar ou mentir;por mim ou para ajudar a outrem, hoje perdôo a mim mesmo de verdade.
Abandono toda negatividade a mim mesmo.
Obrigado, Senhor.
 Hoje abandono as coisas que guardei contra mim mesmo e faço as pazes comigo.
Estou diante de vós como intercessor e estendo o perdão a meus ANTEPASSADOS por atos de negatividade e desamor. 
Venho diante de vós, Senhor, em nome de todos os que estão em minha árvore genealógica e peço desculpas por todos os atos pecaminosos. 
Que o perdão jorre por minha árvore genealógica.
Que hoje as feridas do passado sejam curadas por meu ato de perdão.
Senhor, perdôo minha MÃE.
Eu a perdôo pelas vezes que me magoou,me maltratou,ficou ressentida comigo ou me puniu injustamente. Eu a perdôo por preferir meus irmãos e irmãs; eu a perdôo por me dizer que eu era boba, feia, estúpida, a pior dos filhos, ou que eu dava muita despesa à família.
Eu a perdôo por me rejeitar, abandonar, ou por tentar me abortar.
Eu a perdôo por me dizer que eu era indesejável, uma desgraça ou um erro.
Pelo modo como ela não me deu uma benção materna profunda e satisfatória, eu a perdôo hoje. Rezo por ela, hoje, e peço que Deus a abençoe.
 Eu a perdôo por qualquer falta de sustento, qualquer falta de carinho e de beijos.E por nenhum abraço.
Perdôo meu PAI. Eu te perdôo qualquer falta de apoio, de companheirismo; eu perdôo por beber, por castigar sem piedade,com severidade, pelo abuso sexual, pela deserção ou pela infidelidade a minha mãe.
Eu o perdôo por não demonstrar seu amor; pela falta de abraços e beijos, ternura e intimidade. Pelo modo como não recebi uma benção paterna profunda e satisfatória, eu o perdôo hoje. Rezo por ele, hoje e peço que Deus o abençoe.
Perdôo minhas IRMÃS e meus IRMÃOS por quaisquer atos de desamor e negatividade. Perdôo os que me rejeitaram, mentiram a meu respeito,ou me fizeram mentir: ressentiram-se comigo, causaram-me danos físicos ou competiram pelo amor de meus pais ou companheiros.
Perdôo todos os meus PARENTES CONSANGÜÍNEOS pelos danos causados a nossa família.
 Perdôo todos os meus PARENTES AFINS por quaisquer abusos e expressões de negatividade e desamor. Rezo por eles e peço que Deus os abençoe.
Perdôo meu MARIDO  pela falta de amor, de afeto, de consideração, de apoio ou de comunicação; Perdôo-lhe as faltas, os fracassos e as fraquezas. Peço que Deus o abençoe hoje.
Hoje perdôo meus FILHOS. Perdôo-lhes a falta de respeito, a falta de obediência, a falta de amor, a falta de atenção, a falta de entendimento. Perdôo-lhes os maus hábitos, qualquer ato que me perturbou. Rezo por eles e peço que Deus as abençoe.
Perdôo meus AMIGOS. Eu os perdôo por me deixarem na mão, mexericarem a meu respeito, tomarem dinheiro emprestado e não me devolverem ou por incentivarem um comportamento pecaminoso. Rezo por eles e peço a Deus que os abençoe.
Perdôo meus VIZINHOS. Por quaisquer atos de negatividade, pela falta de consideração, pelo preconceito, por fazerem pouco da vizinhança, eu os perdôo hoje. Rezo por eles e peço que Deus os abençoe.
Perdôo aos PADRES, aos BISPOS, às FREIRAS e ao PAPA a falta de apoio, a falta de afabilidade, a mesquinhez, os maus sermões e quaisquer danos que possam ter causado. Rezo por eles e peço a Deus os abençoe.
Perdôo meu PATRÃO. Eu o perdôo por não me pagar o suficiente, por não apreciar meu trabalho, por ser indelicado e pouco razoável, por se zangar ou ser inamistoso, por não me promover, por não me congratular por meu trabalho. Rezo por meu patrão, hoje, e peço que Deus o abençoe.
Perdôo todos os PROFISSIONAIS. Perdôo os ADVOGADOS por qualquer dano que tenham causado.
Perdôo os PROFESSORES por me humilharem e imporem castigos injustos; pela falta de cordialidade; por não incentivarem meu potencial.
Perdôo MÉDICOS, ENFERMEIROS e outros PROFISSIONAIS DA SAÚDE por me tratarem injustamente. Rezo por eles e peço que Deus os abençoe.
Perdôo os que trabalham no SERVIÇO PÚBLICO.
 Perdôo os que aprovaram leis contrárias aos valores cristãos.
 Perdôo os POLICIAIS por quaisquer abusos. Rezo por eles, hoje, e peço que Deus os abençoe.
Pai celeste, agora perdôo todos os membros da SOCIEDADE que me tenham magoado de alguma forma. Perdôo os que me rejeitaram ou prejudicaram por meio de ato criminoso, agressão sexual ou atos obscenos. Perdôo os estranhos e anônimos perpetradores do mal na sociedade. Perdôo os que me enganaram ou difamaram meu caráter. Perdôo aqueles a quem não posso me dirigir pessoalmente e enfrentar com minha ira: o ladrão que fugiu, o deflorador, o assassino, os desconhecidos transmissores de doenças, os agressores em tempo de guerra. Rezo por eles, hoje, e peço que Deus os abençoe.
Pai celeste, agora perdôo por um ato minha vontade a PESSOA QUE MAIS ME PREJUDICOU NA VIDA. A que é mais difícil de perdoar, decido perdoar agora. Também faço as pazes com o membro da família, o amigo e o membro do clero que mais me prejudicaram na vida. Rezo por eles, hoje, peço que Deus os abençoe. Agradeço-vos, Pai celeste, por nos libertar. Em nome de Jesus.
Amém.



Site Portal de Angels
(não consta o autor)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

PAI NOSSO



  • Pai Nosso que estais no céu, na terra, em todos os mundos espirituais.
  • Santificado e Bendito seja sempre o Vosso Nome, mesmo quando a dor e a desilusão ferirem nosso coração. Bendito Sejas.
  • O pão nosso de cada dia, dai-nos hoje. Pai, dai-nos o pão que revigora as forças físicas, mas dai-nos também o pão para o espírito.
  • Perdoai as nossas ofensas, mas ensinai-nos antes a merecer o Vosso perdão, perdoando aqueles que tripudiam sobre nossas dores, espezinham nossos corações e destroem nossas ilusões. Que possamos perdoá-los, não com os lábios e sim com o coração.
  • Afastai de nosso caminho todo sentimento contrário a caridade. .
  • Que este Pai Nosso seja dadivoso para todos aqueles que sofrem como espíritos encarnados ou desencarnados.
  • Que uma partícula deste Pai Nosso vá até os cárceres onde alguns sofrem merecidamente, mas outros pelo erro judiciário.
  • Que vá até os hospícios iluminando os cérebros conturbados que ali se encontram.
  • Que vá até os hospitais, onde muitos choram e sofrem sem o consolo da palavra amiga.
  • Que vá a todos aqueles que neste momento transpõem o pórtico da vida terrena para a espiritual, para que tenham um guia e o Vosso perdão.
  • Que este Pai Nosso vá até os lupanaranes e erga as pobres e infelizes criaturas que para ali foram tangidas pela fome, dando-lhes apoio e fé.
  • Que vá até o seio da Terra onde o mineiro está exposto ao fogo do grizu e que ele, findo o dia, possa voltar ao seio de sua família.
  • Que este Pai Nosso vá até os dirigentes das nações para que evitem a guerra e cultivem a paz.
  • Tende piedade dos órfãos e viúvas.
  • Daqueles que até esta hora n ão tiveram uma côdea de pão
  • Tende compaixão dos navegadores dos ares.
  • Dos que lutam com os vendavais no meio do mar bravio.
  • Tende piedade da mulher que abre os olhos do ser à vida.
  • E que a Paz e a Harmonia do Bem fiquem entre nós e estejam com todos. Assim seja.
  • Autoria: “ Um Ser de Luz .
  •  Que todos os seres deste mundo sejam felizes 

  • sábado, 27 de agosto de 2011


    Se eu pudesse trincar a terra toda
    E sentir-lhe uma paladar,
    Seria mais feliz um momento...
    Mas eu que nem sempre quero ser feliz.
    É preciso ser de vez em quando infeliz
    Para se poder ser natural...

    Nem tudo é dias de sol,
    E a chuva, quando falta muito, pede-se.
    Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
    Naturalmente, como quem não estranha
    Que haja montanhas e planícies
    E que haja rochedos e erva...

    O que é preciso é ser-se natural e calmo
    Na felicidade ou na infelicidade,
    Sentir como quem olha,
    Pensar como quem anda,
    E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
    E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
    Assim é 
    e assim seja...


    terça-feira, 23 de agosto de 2011



    Lane,olha EU no SEU manequim!

    Senhor, fazei com que eu aceite
    minha pobreza tal como sempre foi.

    Que não sinta o que não tenho.
    Não lamente o que podia ter
    e se perdeu por caminhos errados
    e nunca mais voltou.

    Dai, Senhor, que minha humildade
    seja como a chuva desejada
    caindo mansa,
    longa noite escura
    numa terra sedenta
    e num telhado velho.

    Que eu possa agradecer a Vós,
    minha cama estreita,
    minhas coisinhas pobres,
    minha casa de chão,
    pedras e tábuas remontadas.
    E ter sempre um feixe de lenha
    debaixo do meu fogão de taipa,
    e acender, eu mesma,
    o fogo alegre da minha casa
    na manhã de um novo dia que começa.”




    Cora Coralina

    quinta-feira, 11 de agosto de 2011

    Aos Mestres H.T.P e Patricia Cordeiro



    Quando eu era guri de tudo, já meio desmiolado – minha genitora dizia espeloteado – eu sempre me encafifava a cismar, cobrando de mim para comigo mesmo: – O que será que significa exatamente VIVER? Ou, com outras palavras – Caetanear, por que não? – Existir, a que será que se destina?
    Logo, sondando o diuturno de minha vida, a rotina de minha mãe entre o tanque, a maternidade e o fogão, concluí, imberbe – inocente, puro e besta como cantou Raul Seixas – que EXISTIR era Comer!
    Explico: levantávamos, comida farta. Polenta de milho branco, pão feito em casa, farofa de ovo ou couve-manteiga. Café, leite e bules de chás de ervas caseiras. Isso tudo no mal alvar das manhãs de Itararé.
    Mal e mal, lá pelas nove em que o galo auroral já ia ciscar noutra freguesia, quintais e terreiros, e lá estava eu beliscando um naco de cana-de-açúcar, um abacate manteiga, uma goiaba madura entre mandorovás-guardiões, ou mesmo comendo leite com farinha quando não comprava fiado do rueiro vendedor, um popular pirulito premiado.
    Às onze, claro, sentia-se nas redondezas por atacado, o tempero do arroz-quirera, o ovo frito, quando o meu nariz captava a hora pelos temperos, frituras, em seguida as mães dos piás rebentos a gritarem, cobrando: -Vem comer, Dito!. Tá na hora do almoço, Nelson. Jeronçaaaaaaa, venha se limpar pra bóia, piá!!!!
    Isto posto, almoço lauto, família toda em volta da mesa redonda, de sobremesa uma rapadura, um doce de leite, um doce caseiro feito com arrozina, e, claro, limonada com bicarbonato, quando não uma adorável tubaína de abacaxi ou mesmo tutti-fruti.
    Eu era feliz e sabia que era.
    Bagunça na rua, peladas, bola de meia, catar coquinhos, brincar de carrinhos de rolemãs ou mesmo ler velhos gibis, e lá era hora do rancho da tarde. Quase três da tardinha. Bolo de fubá, um cuque de coco, quando não bolinho de chuva ou mesmo paçoca de amendoim. Eu era um comilão que só vendo.
    Mal a tarde pendurava suas gralhas azuis no delongo do rio da prata, corguinho rente a minha casa de tabuinha, entre cigarras, grilos e pererecas, meu pai abria o portão de nossa casa, punha o acordeão vermelho e, sentado numa cadeira de palha, solava mantras, blues, banzos e outras tristices. Era o aperitivo pra janta reforçada.
    Sopa de fubá com couve rasgada. Ou um arroz com feijão mais picadinho. Batatas com carne moída, ou, boi ralado, como brincávamos de dizer. Meu pai tomava chimarrão. No meu porongo ele punha um pedaço de rapadura de laranja. Delicia.
    Íamos pra igreja, ou, o melhor do ágape, ouvir rádio – Rádio Mairink Veiga do Rio de Janeiro (à bença, Dona Saudade!) – ou mesmo brincar nas quebradas, entre um céu estrelado, uma lua caipira (a lua vem de Itararé), mais os pios noturnos na descalça e cor-de-rosa rua 24 de Outubro, Vila São Vicente, de uma Itararé dos tempos da onça, em que e amarravam cachorros com lingüiça.
    De qualquer modo, lá pelas nove ou nove e meia da noite, um novo café com pão, manteiga não (banha de porco), bule cheio, café torrado e feito na hora, depois era um se assear pra pegar no sono, ouvindo de longe o soar do trem chamado Noturno que ia e vinha, em nossa cidade de divisa, bem na rabeira de São Paulo com o vizinho verdejante estado do Paraná.
    Mal e mal na casa dos sete pra oito anos, o Grupo Escolar Tomé Teixeira. Foi lá que começou tudo. Ali, confesso, mesmo gostando de estudar e já ler um pouco (em meses depois escrevia minhas primeiras trovas pueris); mesmo meu pai passando a cinta se não déssemos no couro nas primeiras letras da escola de gabarito (e boas notas, claro), ficar sentado quatro horas era muito incômodo e chato. E toma cópia, soma, ditado, leitura. Estudar era maçante, confesso.
    O que compensava era a peculiar ternura da professora Dona Jocelina (eu sempre fui muito manteiga derretida), depois Dona Nancy, pelas quais eu era mesmo tremendamente apaixonado. E elas eram caprichosas. E me descobriram nos primeiros chuleios de versos e sensoriedades precoces. Com faniquitos. Aí caprichei de aprontar novos pensares.
    Pois mudei o favo do enfoque: Então viver era estudar? Aí, entrando, claro, no verbo, ler, escrever, pensar e sentir a escada pro alto que é a escola. Pois fui na vazão. Estudar era o sentido da vida. Até hoje, confesso, matutando sobre o destino de todos nós, de onde viemos, para onde vamos, quem somos, configuro como esteio dessas minhas conjecturas, que Existir é mesmo um laboratório de vivências.
    Viver é aprender. A grande viagem da lição de existir, é evoluir aprendendo.
    Estamos aqui somando elos, perdendo burrezas pegajentas, tornando-nos afinados. Também acho que a vida é um grande baile, para o qual fomos convidados a participar. Você vai dançar ou ficar aí parado, enquanto a música toca, todo mundo roda, todos cantam e sorriem?
    Você vai ler, escrever, estudar, pesquisar, enquanto um ou outro mané fica sentado vendo a banda passar, passando em brancas nuvens pela vida, perdendo o sentido da viagem. A vida é isso: Uns dão o show. Outros aplaudem. Ou nem isso.
    Aí vem a canção: É impossível ser feliz sozinho. João Gilberto. Bossa Nova. No entanto, discordo aqui e ali, pois, confesso, ser poeta é a minha maneira de ser sozinho. E um poeta não precisa de solidão para ser sozinho. Sou sozinho de mim mesmo. E então escrevo um mundo paralelo, o mundo-sombra, as coisas e acontecências que meu lado sentidor traduzem em palavras. E vivo pelo meu sonho, minha lenda pessoal. Embasado de estudos, cursos, trocas, vivências. Lições.
    Para sobreviver, fazer o quê?. Larguei de ser chefe de escritório jurídico e fui dar aulas. Adorei. Tornei-me o tiofessor de escolas particulares e públicas, lecionando de história a ética, de geografia a cidadania. Procurando ser um bom referencial, nessa atual falta de Deus, de família, de amor.
    Não sou um professor ardido ou infeliz, destemperado ou chato. Adoro dar aulas, me realizo, e tento tornar aquela aula comum mais alegre, cantando raps, citando letras de Lennon a Renato Russo, compondo blues, contando causos, colocando o lado humanus do aluno no foco daquilo que, regendo um ou outro conteúdo, pretendo passar com experiência, ajudando-o a pensar, produzindo conhecimento, formando cidadãos, inclusive no imediatismo social de seu próprio habitat às vezes muito precário.
    Consigo. Eles captam. Abrem seus corações. E as mentes também, claro, daí o fito didático-pedagógico. E entro no mundo deles. E colho solidões. Déficits afetivos, famílias desestruturadas. Sociedade capenga ao derredor. Falta de amor. E um consumismo aterrador.
    Passo-lhes as minhas lições de vidas. Bolo historias em quadrimhos sobre a natureza, aonde o ser Humano (o aluno) é o que vale, daí humanizando a paisagem, compreendendo a partir de então, mapas, relevos, valores, tamanhos, espaços, paisagens, ambientes, tudo o que o cerca. Vivências.
    E vejo que, como eu fugia da realidade triste (infância pobre) na poesia, muitos carentes fogem nos aprendizados da escola às vezes também carente. Sonhando mudar o meio de tantos contrastes sociais. Passam dias sozinhos em casa. Pais mortos, presos ou não declarados. Mães santas carregando o baque de lutas de sol a sol. E alguns especiais, sozinhos, fechados, entre livros, escrevendo, depondo, relatando. Depoimentos. Eu só fui um mero Inspirador. Fiz minha parte. Valeu? Torno-os meus alunos-filhos. Eles gostam.
    Quando chego ficam algo assustados com a aula diferente do usual e rotineiro. Então isso é Geografia? Quando vou para outra escola me escrevem, falam de saudades. Mas acham um louco que plantou canteiros de sonhos nos labirintos solitários da vidas deles, entre cortiços e mansões, favelas e palácios, becos e marginais, guetos e periferias entregues ao deus-dará nesses tempos bicudos de novas esperanças teimando expectativas de justiças e pagamentos de seculares dívidas sociais.
    Eu acredito. Eles acreditam. Sozinhos ou em grupos, com visão ético-plural-comunitária podemos mudar o mundo. E devemos. Afinal, eles, os alunos-filhos, é que serão os advogados, os médicos, os astronautas, os cantores de rocks, os poetas, os cronistas de amanhã.
    Ou os catadores de latinhas, dizem eles, esperançosos, se aplicando nos estudos. E, confessemos, queremos ter uma bela participação futura, mesmo como doces memórias revisitadas, num Brasil para todos os brasileiros, não para os ricos ficarem mais ricos, e continuarem as gangues palacianas e as máfias do nosso nefasto capitalhordismo mamando nas tetas dos podres poderes.
    Sonhar pode? Então eu não sou o único, como disse Lennon. Ainda bem. Outros chegarão. Junte-se a nós.
    O sonho acabou, mas eu, sozinho ou não, faço a minha parte, reconstruindo-o, cheio de esperança. Para, também, um dia, quando for bem velhinho, olhar para trás e ter a consciência do dever cumprido. E tentar com isso, ter um crédito divinal no Banco Novo Mundo.
    Para onde só vamos com o passaporte do primeiro mandamento-salmo, amando o nosso próximo como se a nós mesmos.
    Afinal, já dizia William Shakespeare: “Depois de algum tempo, você aprende/Que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido/O mundo não pára para que você o conserte./Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás./Portanto, plante seu jardim e decore sua alma/Em vez de esperar que alguém lhe traga flores

    quarta-feira, 10 de agosto de 2011




    Dudu e Belinha,anões e Deus.

    CHIQUE É CRER EM DEUS!

    Belo artigo e porque não dizer conselho! Me surpreendeu!

    SER CHIQUE SEMPRE - GLÓRIA KALIL

    Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos
    dias de hoje.

    A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.
    Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro italiano.

    O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.

    Chique mesmo é ser discreto.
    Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.

    Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.

    Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.

    É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.

    Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.
    É lembrar-se do aniversário dos amigos.

    Chique mesmo é não se exceder jamais!
    Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.

    Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.

    É "desligar o radar", "o telefone", quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.

    Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.

    Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!

    Chique do chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico... quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão, intolerância, ateísmo...falsidade.

    Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo.


    Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.

    Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!

    Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em Deus!

    Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas, Amor e Fé nos tornam humanos!

    GLÓRIA KALLIL