domingo, 4 de julho de 2010

Com o tempo...



Você aprende que estar com alguém só porque esse alguém lhe oferece um bom futuro, significa que mais cedo ou mais tarde você irá querer voltar ao passado...
Com o tempo...
Você se dará conta que casar só porque “está sozinho(a)”, é uma clara advertência de que o seu matrimônio será um fracasso...
Com o tempo...
Você compreende que só quem é capaz de lhe amar com os seus defeitos, sem pretender mudar-lhe, é que pode lhe dar toda a felicidade que deseja...
Com o tempo...
Você se dará conta de que se você está ao lado de uma pessoa só para não ficar sozinho(a), com certeza uma hora você vai desejar não voltar a vê-la...
Com o tempo...
Você se dará conta de que os amigos verdadeiros valem mais do que qualquer montante de dinheiro...
Com o tempo...
Você entende que os verdadeiros amigos se contam nos dedos, e que aquele que não luta para os ter, mais cedo ou mais tarde se verá rodeado
unicamente de amizades falsas...
Com o tempo...
Você aprende que as palavras ditas num momento de raiva, podem continuar a magoar a quem você disse, durante toda a vida...
Com o tempo...
Você aprende que desculpar todos o fazem, mas perdoar, só as almas grandes o conseguem...
Com o tempo...
Você compreende que se você feriu muito um amigo, provavelmente a amizade jamais será a mesma...
Com o tempo...
Você se dá conta de que cada experiência vivida com cada pessoa, é irrepetível...
Com o tempo...
Você se dá conta de que aquele que humilha ou despreza um ser humano,
mais cedo ou mais tarde sofrerá as mesmas humilhações e desprezos,
só que multiplicados...
Com o tempo...
Você aprende a construir todos os seus caminhos hoje, porque o terreno de amanhã é demasiado incerto para fazer planos...
Com o tempo...
Você compreende que apressar as coisas ou forçá-las para que aconteçam, fará com que no final não sejam como você esperava...
Com o tempo...
Você se dará conta de que, na realidade, o melhor não era o futuro,
mas sim o momento que estava vivendo naquele instante...
Com o tempo...
Você aprende que tentar perdoar ou pedir perdão,
dizer que ama,
dizer que sente falta,
dizer que precisa,
dizer que quer ser amigo...
...junto de um caixão...
...deixa de fazer sentido...
Por isso, recorde sempre estas palavras:
O homem torna-se velho muito rápido
e sábio demasiado tarde.
Exatamente quando:

JÁ NÃO HÁ TEMPO!



desconhecido

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O ARQUIVO SECRETO



“No estado em que me achava, meio acordado, meio dormindo, me vi dentro de uma sala.
Não existia nada de interessante nela, exceto uma parede cheia de gavetas para cartões.
Aqueles cartões que existem em bibliotecas públicas, de arquivo de livros, etc.
Mas estes arquivos, além de irem do chão ao teto, pareciam não ter fim e tinham também títulos bem diferentes.
Quando me aproximei destes arquivos, o primeiro título a me chamar atenção foi
 “Garotas de quem eu gostei”.
Abri-o e comecei a ver os cartões um por um, para logo fechar a gaveta, surpreso em reconhecer os nomes ali escritos.
De repente, sem ninguém precisar me dizer, descobri onde estava.
Esta sala sem vida, era, na realidade, o catálogo da minha vida.
Aqui estava tudo organizado por ações, todos os meus momentos, grandes e pequenos, em detalhes que minha mente não podia acompanhar.
Um senso de curiosidade e espanto, misturado com horror surgia dentro de mim ao abrir cada gaveta para descobrir seu conteúdo.
Algumas me traziam belas alegrias e contentamento, saudade e memórias.
Outras me traziam vergonha, tão grande que olhei por detrás de mim para ver se havia alguém me espiando.
O arquivo intitulado
“Amigos” estava ao lado do arquivo
“Amigos que traí”.
Os títulos iam do mero mundano à extrema loucura:
“Livros que li”,
“Mentiras que contei”,
“Conselhos que dei”,
“Piadas das quais ri”.
Alguns eram hilariantes devido à sua exatidão:
“Coisas que gritei aos meus irmãos”.
Em outros não havia a menor graça:
“Coisas que fiz quando estava com raiva”,
“Palavras que proferi contra meus pais por trás deles”.
Eu não parava de me surpreender com cada conteúdo que se apresentava.
Alguns arquivos tinham normalmente mais cartões do que eu esperava.
E outras vezes, menos do que eu sonhava.
Eu estava estupefato com o volume de coisas que fiz durante minha curta vida.
Como eu pude ter tido o tempo necessário para escrever esses milhões e milhões de cartões, cada um em sua exatidão?!?
Mas cada cartão confirmava uma verdade.
Cada um deles eu havia escrito com meu próprio punho e constava a minha assinatura em todos.
Quando puxei o arquivo
“Músicas que escutei”,
vi que o arquivo crescia para conter todo o seu conteúdo.
Depois de puxar uns 4 ou 5 metros resolvi fechá-lo envergonhado.
Não somente pela qualidade depravada das músicas, mas também pelo vasto tempo perdido que todo aquele arquivo representava.
Cheguei então num arquivo intitulado
“Pensamentos sensuais”.
Senti um calafrio percorrer todo o meu corpo.
Abri a gaveta somente um pouquinho, pois não estava a fim de testar o tamanho, e tirei um dos cartões.
Fiquei todo arrepiado com o conteúdo.
Senti-me mal em saber que este momento havia sido gravado.
Uma raiva animal tomou posse de mim.
Um pensamento tomou conta de mim:
“Ninguém deve saber da existência desses cartões! Ninguém deve entrar nesta sala!
Tenho que destruir tudo!”
Em frenéticos e loucos movimentos puxei uma das gavetas, estendendo metros e metros de conteúdo infinito.
O tamanho do arquivo não importava.
Nem o tempo que eu levaria para destrui-lo.
Quando a gaveta saiu, joguei-a no chão, de cabeça para baixo, e descobri que todos os cartões estavam grudados! Fiquei desesperado e peguei um bolo de cartões para rasgá-los.
Não consegui.
Peguei um.
Era duro como aço quando tentei rasgá-lo.
Derrotado e cansado, retornei a gaveta de volta ao seu lugar e encostando minha cabeça contra a parede, deixei um triste suspiro sair de mim.
Foi então que eu vi: um arquivo novo, como se nunca tivesse sido usado.
A argolinha pra puxar brilhando de limpa debaixo do título “Pessoas com quem falei de Cristo.”
Puxei o arquivo –
5 centímetros de comprimento.
Eu podia conter os cartõezinhos em minha mão.
Aí, então, as lágrimas vieram.
Comecei a chorar.
Soluços tão profundos que machucavam meu estômago e me faziam tremer todo.
Caí de joelhos e chorei mais e mais.
Chorei de vergonha, de pura vergonha.
A infinita parede de arquivos, já embaçada pelas minhas lágrimas olhava de volta para mim, imóvel, insensível. Pensei:
“Ninguém pode entrar aqui.
Tenho que trancar esta sala e destruir ou esconder a chave.”
Quando enxugava as lágrimas eu O vi.
Não!
Ele não!
Não aqui!
Todo mundo, menos Jesus!
Olhei-O, sem poder fazer nada, enquanto ele aproximou-se das gavetas e começou a abri-las, uma por uma, lendo os seus conteúdos.
Eu não podia ver a Sua reação.
Nos momentos em que tomava coragem suficiente para olhar em Seu rosto, eu via um tristeza bem mais profunda do que a minha.
E parece que Ele ia exatamente nos piores títulos.
E Ele tinha que ler cartão por cartão?
Finalmente, Ele virou-se e ficou me olhando, desde o outro lado da sala onde estava.
Olhou-me com dó em Seus olhos.
Não havia nenhuma raiva.
Abaixei a cabeça e comecei a chorar, cobrindo minha face com as mãos.
Ele andou até mim, abraçou-me, mas não me disse nada.
Ah! Ele poderia ter dito tantas coisas!
Mas não abriu a boca.
Simplesmente chorou comigo.
chorou muito.
Depois, levantou-se e dirigiu-se para a primeira fila de arquivos.
Abriu a primeira gaveta, numa altura que eu não alcançava, tirou o primeiro cartão e assinou o Seu nome.
E assim começou a fazer com todos os cartões.
Quando percebi o que Ele estava fazendo gritei
“Não!” bem alto, correndo em Sua direção.
Tudo o que eu podia dizer era:
“Não!” “Não!”.
Seu nome não deveria estar nestes cartões.
Mas ali estava, escrito num vermelho tão rico,
tão escuro e tão vívido.
O nome de Jesus cobriu o meu.
Estava escrito com Seu próprio sangue.
Ele olhou para mim um tanto triste e continuou a assinar. Nunca entenderei como Ele assinou todos os cartões tão depressa, pois quando me dei conta,
Ele já estava ao meu lado.
Colocou a mão no meu ombro e disse:
“Está consumado.”
Levantei-me e Ele levou-me para fora daquela sala.
Não existia fechadura na porta,
Ele então me disse:
Ainda existem muitos cartões a serem escritos…”



Texto extraído do livro “Eu Disse Adeus ao Namoro – Joshua Harris

quarta-feira, 30 de junho de 2010

PRIMA, MINHA LINDA FLOR DE LARANJEIRA!

PRIMA! MINHA LINDA FLOR DE LARANJEIRA


Primaaaaaaaaaaaaaaa



"Eu tenho tanto para te falar, mas com palavras não sei dizer, como é grande o meu amor por VOCÊ"
Minha doce Prima, to com muita SAUDADESSSSSS de ti. Depois dessas festas, farras e festejos, comecei a me reposicionar em relação a minha tão sofrida, vivida e agitada vida...
Lendo seu Blog viajo no mundo encantado de Leone Lacerda, aquela doce menina que me ajuda a encarar com encanto essa "vidinha!"
Pode "o céu desabar" em nenhum momento da vida perderei o encanto, a vontade de viver, de perder o fôlego, de sonhar acordada... de ver Sol nos dias de Sol e ver Chuva nos dias de Chuva, de achar que doce e azedo são distintos, de tomar banho cantarolando (se achando)!!!!
Não adianta Pri, tudo em mim, é emoção, tudo em mim transpira amor!!!
haverá desencantos, mas haverá todos os dias raios de sol, para nos iluminar e nos provar que apaixonar ainda vale a pena!!! (mesmo que esses sapos nunca se tornem Príncipes...KKKKK)
O mais importante,
hoje em minha vida, é sua amável presença,
sem você minha vida não tem cor!
Preciso de ti para que ela continue azul, rosa, vermelha... vários arco íris
(com a reforma tem ou não hífen???)
Preciso dizer simplesmente que te amo
e você faz muita falta em minha vida,
sua maravilhosa e vitaminada!!!!!!

Pati

domingo, 27 de junho de 2010

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.

Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

Clarice Lispector

E EU, JÁ DISSE FRASES QUE FORAM DISTORCIDAS E CONFUNDIDAS;
JÁ ME MACHUQUEI MUITO, PARA NÃO MACHUCAR,
JÁ SORRÍ, QUANDO QUERIA CHORAR.
JÁ DISSE QUE SIM, QUANDO O CORRETO ERA NÃO;
JÁ PEQUEI POR NECESSIDADE,
JA ME ARREPENDÍ DE MUITAS COISAS; ALGUMAS FARIA DE NOVO...
JÁ  CHOREI SOZINHA NA CALADA DA NOITE, SEM NINGUEM PARA ESCUTAR.
JÁ SENTÍ FALTA DE PESSOAS QUE NÃO SE LEMBRAM QUE EU EXISTO;
JÁ AJUDEI PESSOAS QUE NUNCA ME DISSERAM OBRIGADO;
NO ENTANTO, JÁ FUI AJUDADA POR OUTRAS PELAS QUAIS NUNCA FIZ NADA.
JÁ FUI JULGADA, CONDENADA;ABSOLVIDA.
MAS  NO FINAL, NADA DISTO IMPORTA;
EU VIVO SÓ E MORREREI SÓ.
ENGASGO-ME SEMPRE COM TODOS OS COMPRIMIDOS
E  NÃO TOMO INJEÇÃO. MINHA TÔNICA, É A SOLIDÃO.
BEBO APENAS, PARA ME ESQUECER QUE TUDO FOI EM VÃO.
AS  AULAS DE CANTO, O ESTUDO  DESESPERADO NO PIANO,
AS SERENATAS FEITAS POR MIM, NO VIOLÃO,AS CANÇÕES,
AS AULAS DE DANÇA DE SALÃO..
OS INUMEROS POEMAS QUE COMPUS E NINGUEM LEU.
TODOS OS POEMAS DE MÃE, QUE DECOREI...
TODAS AS MADRUGADAS QUE ACORDEI PARA ESTUDAR...
TODAS AS MELHORES NOTAS QUE TIREI NA ESCOLA...
GUARDAREI AS MINHAS CAIXINHAS DE JÓIAS,
MINHA COLEÇÃO DE CARTÕES POSTAIS,
MINHAS BOLSAS, MEUS SAPATOS E BOTAS...
MINHAS MILHARES DE FOTOS,
MEUS LIVROS COM AS MAIS LINDAS DEDICATÓRIAS,
O LIVRO DA MINHA AUTORIA;
MINHA LINDISSIMA COLEÇÃO DE CHAPEUS,
MEU PEQUENINO ROMEU E JULIETA DE PORCELANA,
MEU APARELHO DE CHÁ, EM PRATA;
MEUS TEMPEROS SUIÇOS, MINHA ARTE CULINÁRIA!
MINHAS PEQUENAS AGENDAS PEQUENINAS E ESPECIAS,
MINHAS LEMBRANÇAS DE PAÍSES, PESSOAS,
MEUS INUMEROS BIBELÔS,
MEUS CREMES IMPORTADOS, SÃO TANTOS!
PARA TUDO...
MEUS PERFUMES DE AMAPOLA,
MINHAS MANIAS NOTURNAS...
MEU CARRO, QUE É O ÚNICO QUE DE FATO,ME LEVA AO LONGE;
MINHAS  PLANTAS E FLORES!
MINHAS LEMBRANÇAS!!!
AFINAL, NA VIDA, A UNCIA COISA QUE EU FARIA OUTRA VEZ,
É  O BEM QUE EU POSSA TER FEITO A OUTRAS PESSOAS,SEM PEDIR NADA EM TROCA.
O RESTANTE,
APAGARIA TUDO.
Dê mais às pessoas, MAIS do que elas esperam, e faça com alegria.

· Decore seu poema favorito.
· Não acredite em tudo que você ouve, gaste tudo o que você tem e durma tanto quanto você queira.
· Quando disser "Eu te amo" olhe as pessoas nos olhos.
· Fique noivo pelo menos seis meses antes de se casar.
· Acredite em amor à primeira vista.
· Nunca ria dos sonhos de outras pessoas.
· Ame profundamente e com paixão.
· Você pode se machucar, mas é a única forma de viver a vida completamente.
· Em desentendimento, brigue de forma justa, não use palavrões.
· Não julgue as pessoas pelo seus parentes.
· Fale devagar mas pense com rapidez.
· Quando alguém perguntar algo que você não quer responder, sorria e pergunte: "Porque você quer saber?".
· Lembre-se que grandes amores e grandes conquistas envolvem riscos.
· Ligue para sua mãe.
· Diga "saúde" quando alguém espirrar.
· Quando você se deu conta que cometeu um erro, tome as atitudes necessárias.
· Quando você perder, não perca a lição.
· Lembre-se dos três Rs: Respeito por si próprio, respeito ao próximo e responsabilidade pelas ações.
· Não deixe uma pequena disputa ferir uma grande amizade.
· Sorria ao atender o telefone, a pessoa que estiver chamando ouvirá isso em sua voz.
· Case com alguém que você goste de conversar. Ao envelhecerem suas aptidões de conversação serão tão importantes quanto qualquer outra.
· Passe mais tempo sozinho.
· Abra seus braços para as mudanças, mas não abra mão de seus valores.
· Lembre-se de que o silêncio, às vezes, é a melhor resposta.
· Leia mais livros e assista menos TV.
· Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e olhar para trás, você poderá aproveitá-la mais uma vez.
· Confie em Deus, mas tranque o carro.
· Uma atmosfera de amor em sua casa é muito importante. Faça tudo que puder para criar um lar tranquilo e com harmonia.
· Em desentendimento com entes queridos, enfoque a situação atual.
· Não fale do passado.
· Leia o que está nas entrelinhas.
· Reparta o seu conhecimento. É uma forma de alcançar a imortalidade.
· Seja gentil com o planeta.
· Reze. Há um poder incomensurável nisso.
· Nunca interrompa enquanto estiver sendo elogiado.
· Cuide da sua própria vida.
· Não confie em alguém que não fecha os olhos enquanto beija.
· Uma vez por ano, vá a algum lugar onde nunca esteve antes.
· Se você ganhar muito dinheiro, coloque-o a serviço de ajudar os outros, enquanto você for vivo. Esta é a maior satisfação de riqueza.
· Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade de um pelo outro.
· Julgue seu sucesso pelas coisas que você teve que renunciar para conseguir.
· Lembre-se de que seu caráter é seu destino.
· Usufrua o amor e a culinária com abandono total.


Dalai Lama

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Pásargada











Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive



E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada



Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar



E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.

Avante!!!!

Manuel Bandeira
Texto extraído do livro "Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90

segunda-feira, 14 de junho de 2010

SAUDADES DE TODOS VOCÊS.


Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!
Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!
Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!
Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.
Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...
Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
(o meu, Gorki)
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!
Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!
Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,
Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...(não sei pra quê)
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é
e nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...(em alemão,francês)
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.
Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.
Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.
E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.
Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...



Clarice Lispector